Tutorial do Financeiro ERP DotCompany
Manual do Usuário · Passo a Passo

Como usar o Financeiro do seu sistema

Um guia simples, do começo ao fim, para o dono, o caixa e quem cuida do dinheiro. Não precisa ser contador: é só seguir os passos.

🚪 Acesso rápido

Endereço do sistemaerp.dotcompany.com.br
Onde ficaMenu lateral → Financeiro
Quem usadono, caixa, financeiro, contador

💡 Cada empresa vê só o que contratou. Se um item do menu não aparecer pra você, pode ser permissão de acesso — fale com o responsável.

O dinheiro no dia a dia: entra (Contas a Receber) → você recebe no caixa → o que sobra vai pro banco/cofre (sangria/transferência) → você paga as contas (Contas a Pagar) → no fim do mês concilia com o extrato e olha o DRE pra saber se sobrou. 💰📊
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Comece por aqui — 8 ideias que se repetem o tempo todo

8 ideias que aparecem em quase todas as telas do Financeiro. Entendendo elas agora, o resto fica fácil.

  1. A "Pessoa" é o rei. Cliente e fornecedor são, antes de tudo, uma Pessoa (nome, CPF/CNPJ, telefone). Toda conta a receber ou a pagar é lançada no nome de uma pessoa. Você cadastra a pessoa uma vez e o sistema reaproveita.
  2. Lançamento ≠ Parcela. Um lançamento é a conta inteira (ex.: "Venda de R$ 300"). Ele pode ter várias parcelas (3x de R$ 100, com vencimentos diferentes). Você recebe e paga parcela por parcela — nunca o lançamento "de uma vez" se ele for parcelado.
  3. À vista x A prazo. À vista (Dinheiro, PIX, Débito) cai na conta/caixa na hora. A prazo (Boleto, Crediário, Cartão a receber) vira uma parcela em aberto que só entra no caixa quando o cliente pagar de verdade.
  4. Onde o dinheiro "mora": Contas e Caixas. Todo dinheiro fica numa conta: conta de banco, caixa interno (a gaveta do balcão), ou cofre. Quando você recebe ou paga, sempre escolhe de/para qual conta o dinheiro foi.
  5. Caixa Físico (turno). É a "gaveta de dinheiro" digital do balcão: você abre de manhã (com o troco), recebe durante o dia, e fecha no fim conferindo se bate. A sangria tira dinheiro do caixa para o cofre ou o banco.
  6. Natureza Financeira + DRE. Toda conta recebe uma natureza (a categoria: "Vendas", "Aluguel", "Salários"…). É isso que monta o DRE — o relatório que mostra se a empresa teve lucro. Conta sem natureza aparece como "não classificado" e bagunça o resultado.
  7. O status do dinheiro. Cada parcela tem uma situação: Pendente (a vencer), Vencida (passou da data), Recebida/Paga (quitada). Quando você recebe só uma parte, sobra um Saldo — isso é a baixa parcial.
  8. Conciliação. No fim do período, você bate o que o sistema registrou com o extrato do banco. Assim você tem certeza de que o dinheiro de verdade é igual ao dinheiro no sistema.

As marcações que aparecem no guia

💡
Dica — um jeito mais fácil ou rápido de fazer.
⚠️
Atenção — cuidado para não errar, principalmente em dinheiro.
📌
O que é isso? — explicação simples de uma palavra difícil.
🔗
Por baixo dos panos — o que o sistema faz sozinho (no estoque, no caixa, no banco) quando você clica em algo.

Comece por aqui

🎬Um mês financeiro completo, do início ao fim

Vamos seguir a Padaria da Dona Lúcia por um mês inteiro, do "bom dia" da segunda-feira até o fechamento do mês. Nada de teoria solta: é o dia a dia de verdade, pra você ver como cada pedacinho do Financeiro se encaixa na vida real. Respira fundo e vem com a gente. 🥐

📌 Antes de tudo: não decore botões. Siga a história abaixo na ordem em que as coisas acontecem no balcão. Cada passo tem um link "ver detalhes" pra seção que ensina aquilo com calma.

Passo 1 — Começar o dia pela MINHA ROTINA (10 minutinhos)

  1. Antes da primeira fornada sair, a Dona Lúcia abre a tela Minha Rotina (o primeiro botão lá em cima, no Financeiro).
  2. É a listinha do café da manhã: tem conta vencendo hoje? Alguém prometeu pagar e não pagou? Chegou algum boleto? Ela confere, resolve o que dá e segue tranquila.
🔗 Por baixo dos panos: a Minha Rotina não cria nada novo — ela só junta num lugar só tudo que já está no seu Contas a Pagar e a Receber e te mostra o que pede atenção HOJE. É um resumo guiado, pra nada importante passar batido. Ver a rotina diária →

Passo 2 — Abrir o caixa do dia

  1. Com a padaria prestes a abrir, ela abre o caixa e diz quanto tem de troco inicial na gaveta (ex.: R$ 100 em moedas e notas pequenas — o "fundo de caixa").
  2. A partir daí, todo dinheiro que entra ou sai pelo balcão fica registrado naquele caixa aberto.
🔗 Por baixo dos panos: o caixa começa "fechado". Quando você informa o troco inicial, o sistema cria o saldo de abertura — o ponto de partida pra, no fim do dia, conferir se o que está na gaveta bate com o que o sistema registrou. Ver detalhes do caixa →

Passo 3 — As primeiras vendas: à vista x a prazo

  1. Dona Maria compra pães e paga na hora (dinheiro, Pix ou cartão) → venda à vista.
  2. Seu João, cliente antigo, leva as encomendas da semana e pede pra pagar sexta → venda a prazo.
🔗 Por baixo dos panos: aqui mora a regra de ouro. A venda à vista cai no caixa na hora — o dinheiro já é seu. A venda a prazo NÃO entra no caixa: ela vira uma parcela em aberto em Contas a Receber, esperando o dia combinado. É a diferença entre "já recebi" e "ainda vou receber". Ver como receber →

Passo 4 — Sobra dinheiro na gaveta: hora da sangria

  1. Lá pelo meio da tarde a gaveta está cheia. Por segurança, a Dona Lúcia tira uma parte e guarda no cofre (ou leva pro banco) — isso é a sangria.
  2. Ela registra a sangria informando o valor; o caixa do balcão diminui e o dinheiro vai pro cofre/banco. Sobra só o troco pra continuar o dia.
🔗 Por baixo dos panos: a sangria tira dinheiro do caixa e joga numa conta de destino. O total que você tem não some — só muda de lugar e fica mais seguro. Sem isso, o caixa acumularia muito dinheiro "na gaveta", o que é arriscado e bagunça o fechamento. Ver detalhes da sangria →

Passo 5 — Seu João aparece, mas só paga metade

  1. Sexta o Seu João vem acertar, mas só consegue pagar metade hoje e promete o resto na semana seguinte.
  2. A Dona Lúcia faz uma baixa parcial: registra só o valor que ele de fato pagou. O sistema entende e deixa o restante em aberto, esperando o próximo pagamento.
🔗 Por baixo dos panos: "dar baixa" é avisar o sistema de que o dinheiro entrou de fato. Na baixa parcial, ele guarda o que foi pago, cai na conta que você escolheu e mantém o pedacinho que falta na lista de "A Receber". Você pode receber em vários pedaços até zerar. Nada se perde. Ver baixa parcial →

Passo 6 — Recebeu um cheque (e depositou)

  1. Outro freguês paga uma encomenda grande com cheque. A Dona Lúcia registra o cheque recebido.
  2. Mais tarde, quando leva ao banco, ela marca o cheque como depositado — assim sabe quais já viraram dinheiro e quais ainda estão "a caminho".
🔗 Por baixo dos panos: o cheque é dinheiro que ainda não compensou. Por isso ele fica numa carteira de cheques separada e só vira saldo no banco quando você confirma o depósito — você nunca confunde "tenho o cheque" com "o dinheiro já caiu". Ver controle de cheques →

Passo 7 — Pagar os fornecedores (alguns já vieram do XML!)

  1. Chegou a farinha, o fermento, as embalagens. A Dona Lúcia paga as contas a pagar conforme cada uma vence.
  2. O melhor: várias dessas contas já estavam cadastradas sozinhas, porque quando a nota fiscal eletrônica (o tal XML) da compra entrou, o sistema já montou a conta a pagar. Ela só confere e dá a baixa de cada pagamento — sem digitar tudo de novo.
🔗 Por baixo dos panos: quando você importa o XML de uma compra, o sistema lê a nota e cria as parcelas em Contas a Pagar — fornecedor, valor e vencimento certinhos. Pagar é só confirmar a baixa; o saldo da conta de origem diminui na hora. Menos digitação, menos erro. Ver como pagar →

Passo 8 — Mover dinheiro entre as contas

  1. A Dona Lúcia decide passar um valor do banco do dia a dia pra poupança da padaria. Isso é uma transferência.
  2. Ela usa o botão Transferir, escolhe de qual conta sai e pra qual vai, e o sistema acerta os dois saldos de uma vez.
🔗 Por baixo dos panos: transferência não é receita nem despesa — é o mesmo dinheiro andando de uma conta pra outra. O sistema tira de uma e soma na outra no mesmo instante, sem mexer no seu lucro. Por isso uma cai e a outra sobe, e o total da padaria não muda. Ver transferência →

Passo 9 — Fim do mês: faturar os clientes recorrentes de uma vez

  1. A Padaria atende algumas empresas que compram pão todo dia e acertam uma vez por mês (uma escola, dois escritórios da vizinhança).
  2. Em vez de cobrar cliente por cliente, a Dona Lúcia usa o Faturar Mês e gera todas as cobranças de uma tacada só.
🔗 Por baixo dos panos: o Faturar Mês junta tudo que cada cliente recorrente consumiu no período e cria as contas a receber de uma vez — uma cobrança por cliente, prontinha pra enviar. O que demoraria a tarde toda vira poucos cliques. Ver Faturar o Mês →

Passo 10 — Conferir com o extrato do banco (conciliação)

  1. Com o mês quase fechado, ela pega o extrato do banco e compara, linha por linha, com o que o sistema registrou.
  2. Cada lançamento que bate, ela confirma como conciliado; o que sobrou de um lado só, ela investiga (uma tarifa esquecida, um Pix que não anotou).
🔗 Por baixo dos panos: a conciliação é o "tira-teima": faz o sistema e o banco contarem a mesma história. Quando os dois batem, você dorme tranquilo — o saldo da tela é o saldo de verdade. Ver conciliação →

Passo 11 — A grande recompensa: olhar o resultado do mês

  1. Agora a parte que dá orgulho. Com tudo lançado e conciliado, a Dona Lúcia abre o DRE do mês e vê, preto no branco, quanto entrou, quanto saiu e quanto sobrou.
  2. Depois ela passa no Diagnóstico de saúde financeira, que mostra de forma simples se o negócio vai bem ou se algum ponto pede atenção. Com isso na mão, ela já planeja o mês seguinte com os pés no chão.
🔗 Por baixo dos panos: tanto o DRE quanto o Diagnóstico não pedem nada novo de você: eles leem tudo que você foi anotando o mês inteiro — vendas, pagamentos, sangrias, faturamento — e transformam em conclusões. O segredo é simples: anote no dia a dia, e o sistema te entrega o panorama no fim. Ver o DRE → · Ver o Diagnóstico →
💡 O ciclo se repete todo mês: abrir a Minha Rotina → abrir o caixa → receber e pagar no dia a dia → sangria → faturar os recorrentes → conciliar → olhar o DRE e o Diagnóstico. Quanto mais redondo o dia a dia, mais o fim do mês vira só uma confirmação agradável. Cada vez mais no automático — você consegue. 💪
⚠️ O erro mais comum dos iniciantes: achar que "tem dinheiro na conta" é o mesmo que "deu lucro". Dá pra ter o caixa cheio e estar no prejuízo (porque ainda vai pagar fornecedores) — ou ter o caixa magro num mês lucrativo (porque os clientes ainda não pagaram o que devem). O caixa responde "tenho dinheiro agora?"; o DRE responde "meu negócio é saudável?". Olhe os dois.

Parte 1 · Primeiros passos no Financeiro

1Entrar no Financeiro e o Painel (Central Financeira)

Você vai aprender a entrar no módulo, encontrar o menu (inclusive no celular) e entender de cabeça os 4 números mais importantes do seu negócio, sem decorar nada.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro (no celular, toque no ☰ no canto da tela para abrir o menu, depois em "Financeiro"). É a primeira tela que abre — chama-se Central Financeira.

Entrar no sistema

Digite seu e-mail e senha na tela de login e clique em entrar. Depois, abra o menu lateral. No computador o menu fica do lado esquerdo, sempre visível. No celular ele fica escondido: toque no botão ☰ (três risquinhos) no topo para abrir.

  1. Faça login com seu e-mail e senha.
  2. Abra o menu (no celular, toque no ☰).
  3. Clique em Financeiro. Pronto: você está na Central Financeira.

Os 4 cartões principais

No topo da Central Financeira aparecem 4 cartões coloridos. Eles são o resumo da saúde do seu caixa hoje. Veja o que cada um significa:

CartãoO que mostra
Saldo TotalQuanto dinheiro você tem somando todas as contas e caixas (Bancos + Caixas). É o seu "quanto tenho agora".
Dinheiro EntrandoSoma das contas a receber ainda não recebidas no período escolhido. É o que ainda vai cair na conta. Não inclui o que já foi recebido.
Contas a PagarSoma das contas a pagar ainda em aberto no período. É o que você ainda precisa pagar. Não inclui o que já foi pago.
ResultadoÉ a conta simples: o que entra menos o que sai (Receitas − Despesas) no período. Positivo é bom; negativo é um alerta.

Escolher o período

No topo, ao lado do botão de atualizar, há um seletor de período. Ele muda os números dos cartões conforme o intervalo que você escolhe.

  • Hoje, Semana, Mês (já vem selecionado), Trimestre e Ano.
  • Trocou o período, os 4 cartões se recalculam sozinhos.

Ações Rápidas

Logo abaixo dos cartões fica a faixa Ações Rápidas: atalhos para as tarefas mais comuns, para você não precisar caçar no menu. Os principais são: Minha Rotina, Nova Despesa, Nova Receita, Transferir, Fluxo Caixa, Contas, Faturar Mês e Relatórios.

💡 Dica: No celular, as Ações Rápidas viram um botão "Menu de Ações" que abre a lista. O primeiro atalho é sempre a Minha Rotina (veja a seção 2) — o hábito de 10 minutos por dia.

Visão Executiva — a tela do "dono/gestor"

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Visão Executiva.

A Central Financeira é o painel operacional: serve para o dia a dia, lançar contas e ver pendências. Já a Visão Executiva é a tela de quem quer enxergar o negócio "de cima", em uma página só: saldos de todas as contas, o que mais tem a vencer (a receber e a pagar) e alertas do que vence hoje.

Painel operacional (Central Financeira)Visão Executiva (gestor)
Foco no dia: lançar, pagar, receber, conferir.Foco na visão geral: "como está o negócio?".
Você usa todo dia.Você olha quando quer tomar uma decisão.

Indicadores Gerenciais

Ainda na Central Financeira, mais abaixo, existe um bloco chamado Indicadores Gerenciais com nomes que parecem complicados: Margem de Contribuição, Lucro Operacional, Ponto de Equilíbrio e EBITDA.

  • Margem de Contribuição: quanto sobra de cada venda depois de pagar os custos que variam com ela. ver no Glossário
  • Ponto de Equilíbrio: o quanto você precisa faturar no mês para "empatar" — nem lucro nem prejuízo. ver no Glossário
  • EBITDA: o lucro que vem da operação do negócio, antes de juros e impostos. ver no Glossário
📌 O que é isso? Não precisa entender tudo agora — o sistema calcula esses números sozinho a partir do que você lança. Eles só "destravam" depois que você classifica suas categorias (veja a seção 4). Por enquanto, basta saber que estão ali esperando por você.
🔗 Por baixo dos panos: os cartões puxam os dados em tempo real das suas contas (Bancos & Caixas), das parcelas a receber e a pagar. Por isso, quanto mais você lançar certinho, mais fiéis ficam os números — eles não são "chutes", são o espelho do que está cadastrado.
2Minha Rotina (10 minutos por dia)

Você vai aprender o hábito diário mais importante do financeiro: um checklist guiado de 3 passos que, feito todo dia de manhã, mantém seu caixa confiável e sem sustos.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Minha Rotina. Atalho mais rápido: é o 1º botão das Ações Rápidas na Central Financeira.

Por que 10 minutos por dia?

Em vez de "arrumar o financeiro" uma vez por mês (e sofrer), você dedica 10 minutinhos todo dia. A tela é simples e acolhedora, com um passo de cada vez, uma barra de progresso e um contador de "dias em dia seguidos" (aquele 🔥) para te animar a não quebrar a sequência.

Os 3 passos guiados

  1. Lancei tudo que aconteceu ontem? Vendas, recebimentos, pagamentos — qualquer dinheiro que entrou ou saiu. A tela já mostra quantos recebimentos e pagamentos foram registrados ontem, e tem botões para Lançar receita e Lançar despesa na hora.
  2. Conciliei com o banco? "Conciliar" é só conferir se o que está no sistema bate com o extrato do banco. Você pode importar o extrato (arquivo OFX, que você baixa do seu internet banking) ou confirmar os pagamentos automáticos.
  3. Meus saldos batem? Compare o saldo que o sistema mostra com o dinheiro real das suas contas. A tela mostra o saldo total e quantas contas você tem ativas.

Como usar a tela

  • Faça um passo, clique em Marcar como feito e depois em Próximo.
  • A bolinha do passo fica verde com um ✓ quando concluído; a barra do topo mostra seu progresso.
  • No último passo o botão vira Concluir rotina — e aí aparece o 🎉 de parabéns.
💡 Dica: a regra de ouro do passo 3 é: se o saldo do sistema = saldo do extrato do banco = dinheiro do caixa físico, está tudo certo. Quando os três batem, pode dormir tranquilo.
⚠️ Atenção: não pule dias "porque não teve movimento". Mesmo num dia parado, abrir a rotina e confirmar que está tudo certo mantém o hábito e o contador de dias seguidos — é o hábito que protege seu caixa, não o esforço.
🔗 Por baixo dos panos: a Minha Rotina não inventa dados — ela lê os lançamentos de ontem e os saldos das suas contas e te mostra o que falta conferir. Os botões "Lançar receita/despesa" abrem exatamente as mesmas telas de lançamento que você usaria pelo menu.
3Contas e Caixas — onde o seu dinheiro mora

Você vai aprender a diferença entre conta de banco, caixa interno e cofre, e como cadastrar suas contas para que todo recebimento e pagamento tenha um "lugar de onde sai ou entra o dinheiro".

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Bancos & Caixas → Contas. Para cadastrar uma nova: Menu → Financeiro → Bancos & Caixas → Nova Conta (ou o botão "Novo" dentro da lista de Contas).

Os 3 tipos de "lugar do dinheiro"

TipoO que éExemplo
Conta BancáriaSua conta no banco (corrente, poupança ou aplicação). Aqui você guarda agência, conta e dados de boleto."Conta Corrente Principal" no Itaú
Caixa InternoO dinheiro físico que fica na empresa — a "gaveta" do caixa, o troco, o dinheiro vivo do dia."Caixa da Loja"
CofreUm caixa interno usado para guardar valores em segurança (dinheiro ou cheques) fora do movimento do dia a dia."Cofre da Matriz"

Como cadastrar uma conta

  1. Em Tipo, escolha Conta Bancária ou Caixa Interno.
  2. Dê um Nome fácil de reconhecer (ex.: "Conta Corrente Principal" ou "Caixa da Loja").
  3. Informe o Saldo Inicial — quanto já tem nessa conta hoje. Esse campo só aparece na criação.
  4. Se for Conta Bancária, preencha Banco, Agência e Conta (e, se usar boleto, a parte de Configurações de Boleto).
  5. Marque, se quiser, Conta padrão para recebimentos e/ou Conta padrão para pagamentos.
  6. Clique em Salvar Conta.

Conta padrão: o que significa

Quando você marca uma conta como padrão para recebimentos (ou pagamentos), o sistema já a sugere automaticamente toda vez que você for receber (ou pagar) algo. Economiza cliques e evita o erro de escolher a conta errada.

⚠️ Atenção: o Saldo Inicial só pode ser definido na hora de criar a conta. Depois disso, o saldo passa a ser calculado pelo sistema a partir dos lançamentos. Então, na criação, coloque o valor exato que existe na conta naquele momento — começar errado bagunça tudo dali pra frente.
📌 O que é isso? Todo recebimento e todo pagamento que você lançar aponta para uma dessas contas. É assim que o sistema sabe de onde o dinheiro saiu e onde entrou — e é por isso que o cartão Saldo Total da seção 1 fica certo.
🔗 Por baixo dos panos: cada conta tem um saldo atual que sobe quando você recebe e desce quando você paga. O passo 3 da Minha Rotina ("saldos batem?") existe justamente para conferir esse saldo contra o extrato do banco e o caixa físico.
4Naturezas, Centros de Custo e Documentos de Origem

Você vai aprender três "etiquetas" que organizam seu dinheiro: a categoria (de onde vem / para onde vai), o departamento ou projeto, e o tipo de documento que originou a conta. Parece muito, mas o sistema já vem com os principais e ainda te ajuda a escolher.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Configurações → Naturezas (as categorias); Menu → Financeiro → Configurações → Centros de Custo; Menu → Financeiro → Configurações → Documentos de Origem.

Natureza = a categoria do dinheiro

A Natureza (no sistema também chamada de Categoria Financeira) é a "gaveta" onde você organiza cada valor. Toda categoria é de um tipo: Receita (dinheiro que entra) ou Despesa (dinheiro que sai).

  • Exemplos de Receita: "Vendas à Vista", "Serviços Prestados", "Aluguel Recebido".
  • Exemplos de Despesa: "Salários", "Conta de Luz", "Fornecedores".

É a categoria que alimenta o DRE — um relatório que mostra, de forma organizada, de onde veio e para onde foi cada real. ver no Glossário

Centro de Custo = o departamento ou projeto

O Centro de Custo responde "essa conta é de qual área?". Serve para saber quanto cada parte do negócio gasta ou rende. Você dá um Código curto (ex.: ADM, FIN) e um Nome, e escolhe um Tipo: Geral, Departamento, Projeto ou Filial.

  • Exemplo: a conta de luz da loja vai para o centro "Loja"; o salário do administrativo vai para "Administração".
  • É opcional, mas ajuda muito a enxergar onde o dinheiro está sendo usado.

Documentos de Origem = de onde a conta veio

O Documento de Origem diz qual papel deu origem àquela conta: uma Nota Fiscal, um Boleto, um Recibo ou uma Duplicata (que é a promessa de pagamento de uma venda a prazo). Cada um tem uma Sigla (ex.: NF, BOL, REC) e uma descrição.

Já vem pronto e a IA ajuda

  • O sistema já traz as principais naturezas e os documentos mais comuns — você não começa do zero.
  • Na hora de lançar, você pode deixar a IA sugerir a categoria automaticamente. Ela mostra a sugestão e uma pontuação de confiança; você só confirma se concorda.
📌 O que é isso? — "não classificado" Quando um valor entra ou sai sem categoria definida, ele fica como "não classificado". Não é erro nem problema: é só uma conta esperando você dizer a qual gaveta ela pertence. Você pode classificar depois, com calma — leva poucos minutos.
💡 Dica: seja específico no nome. "Vendas à Vista" é melhor que só "Vendas"; "Conta de Luz" é melhor que só "Despesa". Nomes claros deixam seus relatórios muito mais fáceis de ler.
🔗 Por baixo dos panos: classificar suas categorias é o que destrava os Indicadores Gerenciais (Margem de Contribuição, Ponto de Equilíbrio, EBITDA) lá da seção 1. Quando você classifica pelo menos cerca de 30% das despesas, o sistema consegue montar o DRE gerencial e mostrar esses números — por isso vale a pena ir etiquetando aos poucos.

Parte 2 · Contas a Receber (dinheiro que entra)

5Lançar uma conta a receber

Toda vez que alguém vai te pagar (uma OS, uma venda, um serviço, uma mensalidade), você lança uma conta a receber. Assim o sistema sabe quanto, de quem e quando esse dinheiro entra — e te lembra/cobra na hora certa.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Receber → Nova.

Passo a passo (o jeito comum)

  1. Selecione o cliente. Comece a digitar o nome (ou CPF/CNPJ) e escolha na lista. Se ele ainda não estiver cadastrado, use o botão de novo ali mesmo para criar.
    O cliente é uma Pessoa com o papel de cliente — sempre uma pessoa ou empresa de verdade, nunca um texto solto.
  2. Valor Total. Quanto a pessoa te deve no total (ex.: 1.500,00). Digite só os números, com vírgula nos centavos.
  3. Data do Lançamento. Já vem com a data de hoje; pode deixar.
  4. Categoria/Natureza. Diga de que tipo é essa receita (ex.: "Serviços", "Vendas"). É o que organiza seus relatórios depois. Se faltar a categoria certa, clique no + ao lado para criar na hora. ver no item Naturezas/Categorias.
  5. Conta de recebimento (opcional). A conta ou caixa onde o dinheiro vai entrar. Pode deixar em branco e informar só na hora de receber.
  6. Parcelas e Primeiro Vencimento. Veja o detalhe logo abaixo.
  7. Clique em Salvar Conta a Receber.

À vista ou parcelado?

  • Quantidade de Parcelas = 1 → é à vista (uma cobrança só, vencendo na data que você colocar em "Primeiro Vencimento").
  • 2 ou mais → o sistema divide o valor e cria uma parcela para cada vencimento (você escolhe o intervalo; o normal é 30 dias / mensal).
📌 O que é isso? Uma parcela é cada pedaço da dívida com sua própria data de vencimento. Uma conta de R$ 300 em 3x vira 3 parcelas que vencem em meses seguidos.

A conta da divisão sempre fecha certinho

O sistema nunca "perde centavo". Se R$ 100,00 não divide exato por 3, ele faz assim:

ContaParcela 1Parcela 2Parcela 3Soma
R$ 100,00 em 3xR$ 33,33R$ 33,33R$ 33,34R$ 100,00

A sobra de centavo vai para a última parcela, então a soma bate exatamente com o valor total.

💡 Dica: antes de salvar, olhe o preview das parcelas na própria tela: ele mostra cada parcela (1/3, 2/3, 3/3), a data de vencimento e o valor de cada uma. Confira ali se ficou do jeito que você combinou com o cliente.
📌 O que é isso? O painelzinho lateral Resumo Financeiro mostra, em tempo real enquanto você digita, o valor total, quantas parcelas, o valor de cada uma e o 1º vencimento. É só conferência — as parcelas só são criadas mesmo quando você clica em Salvar.

Recebimento avulso (sem título)

Às vezes você só quer registrar/cobrar rápido um valor, sem montar uma conta completa com pedido ou OS por trás. Para isso existe o caminho avulso.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Receber → Recebimento Avulso.
  1. Escolha o cliente.
  2. Escreva uma descrição curta do motivo (ex.: "Lavagem do carro", "Adiantamento").
  3. Informe o valor e a data de vencimento.
  4. Se quiser, marque Emitir NFS-e ao receber e/ou Gerar boleto agora.
  5. Clique no botão único Salvar e gerar.
💡 Dica: use o avulso para cobranças rápidas do dia a dia (uma pessoa na recepção, um valor combinado na hora). Ele cria a conta a receber igual, só que numa tela enxuta de uma etapa só.
6A tela de Contas a Receber (abas, filtros, Saldo, Kanban)

Esta é a tela onde você vê tudo o que tem para receber: quem te deve, quanto, quando vence, o que já foi pago e o que está atrasado.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Receber → Lista.

Os cards do topo (os números grandes)

No alto da tela aparecem cartões com totais, para você bater o olho e entender a situação:

  • Total a Receber — soma de tudo que ainda tem para entrar.
  • Pendentes — contas que ainda vão vencer (no prazo).
  • Vencidas — contas atrasadas (passaram do vencimento e não foram pagas).
  • Vencem Hoje, Esta Semana e Neste Mês — o que está chegando.
  • Recebidas — o que já foi pago.

Card x Aba: qual a diferença?

Isto confunde muita gente, então preste atenção:

  • Clicar num CARD do topo = filtra a lista por aquele número. Ex.: clicou em "Vencidas" → a lista de baixo passa a mostrar só as vencidas. É um atalho rápido de filtro.
  • Clicar numa ABA (Todos / Pendentes / Recebidas / Vencidas) = troca a visão fixa da lista. A aba fica marcada e você navega dentro dela.

Na prática os dois mostram um grupo. A aba é a "gaveta" onde você está; o card é um toque rápido para pular direto para um grupo específico.

A coluna Saldo

📌 O que é isso? O Saldo é quanto ainda falta receber daquela conta. Se a conta era R$ 300 e o cliente já pagou R$ 100, o Saldo mostra R$ 200. Quando o saldo chega a zero, a conta está totalmente recebida.

As cores dos status

Cor / situaçãoO que significa
🟢 RecebidaJá foi paga por completo. Nada a fazer.
🟡 PendenteAinda vai vencer — está no prazo, tudo certo.
🔴 VencidaPassou do vencimento e não foi paga. Hora de cobrar.
🟠 ParcialRecebeu uma parte; ainda sobra saldo.

Filtros e busca

Você pode procurar por nome do cliente, filtrar por situação (pendente, vencida, recebida), por período de vencimento e até por forma de pagamento (boleto, dinheiro, cartão…). Use os chips de período no topo (atalhos como "Vencem hoje", "Este mês") para filtrar com um toque.

Visão Kanban (Quadro)

Quem prefere ver as contas como cartões em colunas (estilo quadro de tarefas) tem o Quadro.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Receber → Quadro Kanban.

O quadro tem normalmente estas colunas:

  • A Receber — cartões que ainda têm saldo em aberto (com aviso de dias de atraso, quando há).
  • Recebidos — cartões já quitados.
  • Conciliado — só aparece se você usa conciliação bancária (conferir o extrato do banco com as contas).
⚠️ Atenção: o Quadro é só para visualizar. Arrastar um cartão de "A Receber" para "Recebidos" NÃO dá baixa nem mexe em dinheiro. Para receber de verdade, clique no cartão e use o botão de quitar — assim você informa a forma de pagamento e a conta certinho. ver Receber: baixa total e parcial.
7Receber: baixa total e parcial

Quando o cliente paga, você "dá baixa" — isto é, marca a parcela como recebida. O sistema então tira ela das contas em aberto e registra o dinheiro na sua conta/caixa.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Receber → Lista → clique na conta → botão Quitar Parcela.
📌 O que é isso? Dar baixa (ou quitar) é confirmar no sistema que aquele valor foi pago. Não é cobrar de novo — é registrar que o dinheiro entrou.

No caso comum, faça assim (baixa total)

  1. Na lista, clique na conta. Você verá as parcelas e um botão Quitar Parcela na parcela em aberto.
  2. Na tela de quitação, a aba já vem na baixa total: confira a Data de Recebimento (vem com hoje), escolha a Conta Bancária onde o dinheiro entrou e o Tipo de Recebimento (Dinheiro, PIX, Cartão…).
  3. O Valor Recebido já vem preenchido com o valor cheio da parcela.
  4. Clique em Confirmar. Pronto: a parcela vira Recebida e o valor entra na conta escolhida.

Recebeu só uma parte? (baixa parcial)

Quando o cliente paga menos que o total da parcela:

  1. Na tela de quitação, clique na aba Quitação Parcial.
  2. Digite quanto entrou agora no campo Valor Recebido (Parcial) (ex.: a parcela era R$ 1.000 e o cliente pagou R$ 600).
  3. Confirme. O sistema registra os R$ 600 e deixa o saldo restante (R$ 400) em aberto para receber depois.
📌 O que é isso? Existe também a aba Múltiplas Formas: use quando um mesmo pagamento vem em meios diferentes (ex.: R$ 500 em dinheiro + R$ 300 no PIX + R$ 200 no cartão). Você adiciona uma linha por forma e a soma tem que bater com o total.

Acréscimos e Descontos (juros, multa, desconto)

Na mesma tela há a seção Acréscimos e Descontos, com três campos opcionais:

  • Juros e Multa — somam ao valor (úteis quando a parcela atrasou).
  • Desconto — diminui do valor (ex.: você abateu algo para o cliente pagar à vista).

O Resumo do Recebimento recalcula tudo na hora: valor da parcela + juros + multa − desconto = total a receber. Assim você vê o número final antes de confirmar.

Histórico de Recebimentos

Cada baixa fica guardada na conta: data, forma de pagamento, valor e conta onde o dinheiro entrou. Se uma parcela foi paga em vezes (parcial), aparecem várias linhas — uma por recebimento. É o seu comprovante de quando e como o dinheiro caiu.

Errou? Desfazer (estorno)

⚠️ Atenção: se deu baixa por engano, dá para estornar (desfazer) o recebimento — o sistema reabre a parcela e tira o dinheiro de volta da conta. Como isso mexe em dinheiro, ele pede um motivo e deixa registrado. Use só quando realmente precisar corrigir.
💡 Dica: ao receber por PIX, o sistema gera o recibo automaticamente e pode enviá-lo ao cliente por WhatsApp ou e-mail — você não precisa montar nada à mão.
8Faturar o mês (Faturamento Consolidado)

Atende o mesmo cliente várias vezes no mês? Em vez de mandar uma cobrança por serviço, o Faturamento Consolidado junta tudo o que ele consumiu no mês numa fatura só.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Receber → Faturar Mês.
📌 O que é isso? Uma fatura consolidada é um resumo único do mês: todos os serviços/vendas daquele cliente no período somados em uma cobrança só. Ideal para academias, oficinas, mensalistas e quem fecha conta no fim do mês.

Passo a passo

  1. Escolha o cliente e o período (mês) que você quer faturar.
  2. Clique em Pré-visualizar. O sistema lista, item por item, tudo o que esse cliente consumiu no mês e mostra o total. Isso não cobra nada — é só para você conferir.
  3. Conferiu e está certo? Clique em Fechar (a fatura). Aí sim o sistema gera uma única cobrança (PIX ou boleto) e dispara um aviso por WhatsApp para o cliente.
⚠️ Atenção: a Pré-visualização NUNCA cobra — pode clicar à vontade para conferir. A cobrança só sai quando você clica em Fechar. E fique tranquilo: se clicar em Fechar duas vezes (ou recarregar a página), o sistema não duplica — continua sendo uma fatura só.
💡 Dica: deixe para fechar o mês de cada cliente sempre na mesma data (ex.: todo dia 1º). Vira rotina e o cliente já espera a fatura. Para o "Fechar" gerar a cobrança PIX/boleto, sua empresa precisa de um meio de cobrança configurado — se não tiver, a própria tela te avisa e mostra onde configurar.
9Cobrança: Régua, Renegociação e Negativação

Três ferramentas para receber de quem está devendo — da mais leve (lembrete automático) até a mais séria (negativar). Use sempre da mais branda para a mais forte.

Régua de Cobrança (lembretes automáticos)

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Receber → Régua de Cobrança.
📌 O que é isso? A régua é uma sequência de lembretes que o sistema envia sozinho conforme os dias vão passando depois do vencimento. Quanto mais atrasado, mais firme fica o tom da mensagem.

São níveis por dias de atraso — quanto mais dias, maior o nível e mais sério o recado:

NívelDias de atrasoTomCanal
11 a 2 diasAmigável (lembrete leve)WhatsApp
23 a 6 diasPergunta ("posso ajudar?")WhatsApp
37 a 14 diasFirmeWhatsApp + E-mail
415 a 29 diasFormalE-mail + WhatsApp
530 dias ou maisÚltimo avisoE-mail + WhatsApp

Nos textos das mensagens você usa etiquetas entre chaves que o sistema preenche sozinho com os dados de cada cobrança: {nome} (do cliente), {valor}, {vencimento}, {dias_atraso} e {link} (o link para pagar).

💡 Dica: para editar os textos de cada lembrete (e ligar/desligar canais), vá em Financeiro → Configurações → Comunicação. É lá que você deixa as mensagens com a cara da sua empresa.
⚠️ Atenção: os avisos por WhatsApp só saem se o WhatsApp da empresa estiver conectado ao sistema. Se os lembretes não estiverem indo, confira a conexão.

Renegociação (refazer o acordo)

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Receber → Renegociações.

Quando o cliente não consegue pagar do jeito combinado, você pode renegociar: juntar as parcelas em atraso e refazer o parcelamento num novo acordo (novas datas e novos valores).

  1. Selecione as parcelas em aberto daquele cliente que entram no acordo.
  2. Monte a nova condição (quantas parcelas, vencimentos) e veja a prévia — ela mostra as novas parcelas sem gravar nada ainda.
  3. Combinou com o cliente? Confirme para criar o acordo: as parcelas antigas são substituídas pelas novas.
📌 O que é isso? Renegociar é trocar uma dívida velha (atrasada) por um novo plano de pagamento que o cliente consegue cumprir. Se errar, dá para estornar o acordo e reabrir as parcelas originais.

Negativação (Serasa/SPC)

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Receber → Negativação.

Negativar é incluir o nome do cliente nos órgãos de proteção ao crédito (Serasa/SPC) por causa de uma dívida não paga.

⚠️ Atenção: negativação é uma ação séria e tem regras legais. Use só por último, depois de tentar a régua de lembretes e a renegociação. Procure sempre resolver na conversa antes — é melhor para a relação com o cliente e te poupa de problemas.
💡 Dica: a boa ordem é: primeiro a Régua (lembretes), depois a Renegociação (um acordo possível) e só então, se nada resolver, a Negativação.

Parte 3 · Contas a Pagar (dinheiro que sai)

10Lançar uma conta a pagar
📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Pagar → Nova Despesa.

Conta a pagar é todo dinheiro que vai sair da sua empresa: a nota do fornecedor, o aluguel, a conta de luz, o boleto do contador. Lançar é registrar essa dívida no sistema — assim ela entra na sua lista do que tem para pagar e nada vence sem você saber. Dá para lançar à vista, parcelado em vezes iguais, ou como uma conta que se repete todo mês.

📌 O que é isso? O cadastro tem três blocos numerados na própria tela: 1. Selecione o Fornecedor, 2. Dados do Lançamento (valor, categoria, documento) e 3. Parcelamento e Vencimentos. Você preenche de cima para baixo e clica em salvar — o sistema gera as parcelas sozinho.

Passo a passo para lançar

  1. Abra Financeiro → Contas a Pagar e clique em Nova Despesa.
  2. No bloco 1. Selecione o Fornecedor, busque a pessoa pelo nome ou CPF/CNPJ (ex.: "Distribuidora ABC"). Fornecedor é um papel da Pessoa — se ainda não existir, dá para cadastrar ali mesmo. Esse campo é opcional: para uma despesa avulsa (ex.: combustível, material de escritório) você pode deixar em branco.
  3. Preencha o Número do Documento (ex.: NF-12345) e o Valor Total — o valor cheio da conta. Se você parcelar, o sistema divide esse valor entre as parcelas automaticamente.
  4. Escolha a Categoria/Natureza (ex.: Fornecedores, Materiais, Serviços). É a etiqueta que diz "que tipo de gasto é este" e faz a conta aparecer certinha nos relatórios — entenda melhor em Naturezas Financeiras. É obrigatória.
  5. Em 3. Parcelamento e Vencimentos, informe a Quantidade de Parcelas (1 = à vista), o Primeiro Vencimento e, se houver mais de uma parcela, o Intervalo entre Parcelas (30 dias = mensal, o mais comum).
  6. Clique em Salvar Conta a Pagar. As parcelas são geradas e a conta já aparece na sua lista de pagamentos.

Parcelado x conta que repete todo mês (recorrência)

Tem uma diferença que confunde muita gente. Parcelar é dividir um valor fixo em vezes iguais — por exemplo, comprou um equipamento de R$ 1.200 em 3x de R$ 400. Uma conta recorrente (que se repete) é a despesa do dia a dia que muda de valor todo mês — luz, água, telefone, internet: cada mês chega um valor diferente.

  • Compra parcelada: coloque a Quantidade de Parcelas (ex.: 3) e o intervalo de 30 dias. O sistema divide o valor total nas vezes.
  • Conta mensal que repete: deixe em 1 parcela e lance uma a cada mês com o valor real da fatura. Assim fica sempre certinho. Para nunca esquecer a data, use o campo Dia Fixo do Mês — se preenchido, toda parcela vence sempre naquele dia (ex.: dia 10), em vez de seguir o intervalo de dias.
SituaçãoQuantidade de ParcelasComo configurar
Boleto à vista1Um só vencimento
Compra dividida em 3x iguais3Intervalo 30 dias (Mensal)
Conta de luz (muda todo mês)1 por mêsOu use o Dia Fixo do Mês (ex.: 10)
💡 Dica: Em dúvida entre "parcelar" e "repetir"? Pergunte-se: o valor é sempre o mesmo? Se sim e foi uma compra única, parcele. Se o valor muda a cada mês, deixe em 1 parcela e use o Dia Fixo do Mês para nunca perder o vencimento.
🔗 Por baixo dos panos: Quando você importa o XML da nota de compra (a entrada de mercadoria do fornecedor), o sistema pode criar a conta a pagar sozinho — já com o fornecedor e o número da NF preenchidos a partir do próprio arquivo. Você só confere o vencimento e a categoria. Isso evita digitar tudo de novo e mantém a conta ligada à compra que a gerou.
⚠️ Atenção: A Categoria/Natureza é obrigatória — sem ela a conta não classifica direito nos relatórios e no DRE. E confira o Primeiro Vencimento: é a partir dele que o sistema conta os vencimentos das demais parcelas. Depois é só dar baixa quando pagar — veja em Pagar (baixa).
11Pagar: baixa, parcial, em lote e exclusão
📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Contas a Pagar → Lista (na linha da conta, botão Pagar).

Lançar a conta (seção 10) é só registrar a dívida. Pagar é dizer ao sistema "essa parcela foi quitada, o dinheiro saiu desta conta do banco" — é o que chamamos de dar baixa. Aqui você aprende o caminho mais simples para pagar, como pagar só uma parte, pagar várias de uma vez, excluir uma conta com segurança e desfazer um pagamento errado.

📌 O que é isso? Uma conta a pagar tem parcelas. Quem é paga é a parcela, não o lançamento inteiro. Por isso, na tela de pagar, você escolhe a data, a conta de onde o dinheiro saiu e a forma de pagamento. No topo dessa tela há três abas: Quitação Total, Quitação Parcial e Múltiplas Formas.

Caminho padrão: pagar uma parcela (Quitação Total)

  1. Em Contas a Pagar → Lista, encontre a conta e clique no botão Pagar (verde) na coluna Ações. Ele leva direto à próxima parcela em aberto. (Se estiver atrasada, o botão fica vermelho: Pagar atrasada.)
  2. Deixe na aba Quitação Total (já vem selecionada).
  3. Informe a Data de Pagamento — o dia em que o dinheiro realmente saiu.
  4. Escolha a Conta Bancária: a conta de banco ou caixa de onde o dinheiro saiu (ex.: Banco do Brasil C/C).
  5. Escolha o Tipo de Pagamento (Dinheiro, PIX, Cartão, Boleto…). Se houver, preencha Juros, Multa ou Desconto em "Acréscimos e Descontos".
  6. Confirme. A parcela fica marcada como paga e o saldo daquela conta é debitado.

Os três modos de pagar (abas no topo da tela)

  • Quitação Total: paga a parcela inteira de uma vez. É o caso mais comum.
  • Quitação Parcial: escolha esta aba e digite em Valor Pago (Parcial) só a parte que pagou agora (ex.: pagou R$ 300 de uma parcela de R$ 500). O restante continua em aberto, e na próxima vez a tela mostra um aviso de "Pagamento Parcial em Andamento".
  • Múltiplas Formas: use quando uma parcela é paga com mais de um meio (ex.: parte em PIX, parte em Dinheiro, parte no Cartão). Clique em Adicionar Forma de Pagamento para cada meio e divida o valor — cada forma debita a sua própria conta.

Pagar várias contas de uma vez (em lote)

  1. Na Lista, marque as caixinhas (☑) das contas que quer pagar.
  2. No menu de ações em lote, clique em Quitar selecionados.
  3. O sistema dá baixa na próxima parcela em aberto de cada uma. Útil no fim do mês, quando você quita vários boletos juntos.

Excluir uma conta (exclusão inteligente)

Excluir é diferente de pagar. Ao clicar no lixeirinha de uma conta, o sistema é cuidadoso para nunca apagar dinheiro que já foi registrado. Acontece um de três casos:

  • Nenhuma parcela paga: o lançamento inteiro é excluído (ele ainda não tinha nenhum pagamento, então pode sair com segurança).
  • Parte paga, parte em aberto: o sistema remove só as parcelas em aberto e mantém as já pagas no histórico. Ótimo para a conta recorrente que você não vai mais lançar.
  • Tudo já pago: nada é apagado — é histórico financeiro. O sistema bloqueia e avisa: se precisa reverter um pagamento, use o Estorno.

Estornar (desfazer um pagamento errado)

  1. Abra a conta (clique no olho / detalhes) e clique em Estornar.
  2. Selecione qual parcela quer estornar.
  3. Escreva o motivo do estorno (obrigatório, no mínimo 5 caracteres — ex.: "pago em conta errada").
  4. Confirme. O pagamento é revertido: o valor volta para o saldo da conta e a parcela fica em aberto de novo.

Portal do Fornecedor (deixe o fornecedor consultar sozinho)

É um link sem senha que você gera para um fornecedor. Com ele, o próprio fornecedor abre uma página e vê, sozinho, tudo o que tem a receber de você: as parcelas, os vencimentos e o que já foi pago. Você não precisa ficar mandando print nem planilha — manda o link uma vez.

  • O sistema gera um endereço único e secreto para aquele fornecedor (algo como .../publico/portal-fornecedor/<código>). Você envia por WhatsApp ou e-mail.
  • O fornecedor vê só os dados dele — apenas as contas em que ele é o fornecedor, nada da sua empresa além disso.
  • O link tem validade (por padrão 30 dias). Depois disso ele expira e deixa de funcionar — basta gerar um novo. Gerar um link novo também invalida o anterior, então o acesso fica sempre sob seu controle.
💡 Dica: Esqueceu de lançar uma conta antiga que já tinha pago? Pode dar baixa com data retroativa — o sistema apenas avisa (ele entende que você está registrando o passado) e não trava o pagamento.
⚠️ Atenção: Conta com pagamento registrado não some quando você tenta excluir — isso protege seu histórico e a conferência do banco. Para reverter dinheiro que já saiu, o caminho certo é sempre o Estorno, nunca a exclusão.
12Aprovação de pagamentos (alçada)
📍 Como chegar: a aprovação acontece sozinha dentro de Menu → Financeiro → Contas a Pagar, na hora de pagar uma parcela acima do limite. Quem define o limite (a alçada) e o aprovador é o administrador da sua empresa.

Em muitas empresas, pagamentos acima de um certo valor precisam do "ok" de um responsável antes de saírem — o gerente, o dono, o financeiro chefe. Alçada é justamente esse limite de valor a partir do qual um pagamento precisa de autorização (ver no Glossário). O ERP cuida disso sozinho: quando uma parcela passa do limite, o sistema exige aprovação antes de deixar pagar. Assim ninguém solta um pagamento grande por engano.

📌 O que é isso? Você define dois ajustes: um valor mínimo (o limite) e quem é o aprovador (a pessoa que autoriza). Abaixo do limite, paga normal (seção 11). Igual ou acima, o sistema interrompe e pede aprovação. Cada pedido tem um status: Pendente, Aprovado ou Rejeitado.

Como o limite e o aprovador são definidos

A regra de alçada é configurada pelo administrador da sua empresa (ou pelo suporte DotCompany), informando dois ajustes:

  • Valor Mínimo — o piso a partir do qual a aprovação passa a ser exigida (ex.: R$ 5.000).
  • Aprovador — quem vai autorizar os pagamentos acima desse valor.

A partir daí a regra vale para toda nova tentativa de pagamento. Se a sua empresa ainda não usa aprovação, todo pagamento sai normalmente — fale com o responsável caso queira ativar esse controle.

Quando o sistema exige aprovação

  • Quando o valor da parcela é igual ou maior que o limite. Ex.: limite de R$ 5.000 — uma parcela de R$ 8.000 vira "valor acima do limite" e pede aprovação; uma de R$ 1.200 paga direto.
  • Se você não definiu nenhum limite, nada pede aprovação — todo pagamento sai normalmente.
  • Se houver mais de uma faixa configurada, o sistema usa a regra mais alta que se aplica àquele valor.

O fluxo: solicitar → aprovar ou rejeitar

  1. Você tenta pagar uma parcela acima do limite. O sistema avisa que precisa de aprovação e cria uma solicitação (status Pendente), direcionada ao aprovador configurado.
  2. O aprovador abre a lista de aprovações pendentes e confere o valor, o fornecedor e o vencimento.
  3. Ele clica em Aprovar (libera o pagamento) ou em Rejeitar — neste caso pode escrever um motivo (ex.: "valor divergente, conferir com o fornecedor").
  4. Aprovado, a parcela pode ser quitada normalmente. Rejeitado, o pagamento não sai e fica o registro do porquê.

Quem aprova

O aprovador é a pessoa indicada na configuração da alçada — normalmente quem tem a permissão de aprovar pagamentos no financeiro. Quem só lança e paga consegue solicitar a aprovação, mas não aprova o próprio pedido. Essa separação (quem pede ≠ quem aprova) é exatamente o controle que a alçada existe para garantir.

💡 Dica: Não conseguiu pagar uma conta grande e apareceu "precisa de aprovação"? Não é erro — é a alçada agindo. Avise o responsável para abrir as aprovações pendentes e liberar.
⚠️ Atenção: O mesmo pedido não é solicitado duas vezes — se já existe uma aprovação Pendente para aquela parcela, o sistema aproveita a que já existe em vez de criar outra. Espere a resposta do aprovador antes de tentar de novo.

Parte 4 · Caixa Físico (a gaveta de dinheiro do balcão)

13Abrir o caixa (turno e troco)
📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Caixa & Conciliação → Caixa Físico.

O Caixa Físico é a gaveta de dinheiro do balcão — onde entram as vendas pagas em dinheiro e de onde sai o troco. Antes de começar a receber, você precisa abrir o caixa. Abrir é iniciar um turno: um período de trabalho (o seu dia, o seu plantão) que vai ficar registrado do começo ao fim, com tudo o que entrou e saiu de dinheiro vivo. No fim você fecha esse mesmo turno e o sistema confere se a conta bate.

📌 O que é isso? Turno é a sua "sessão" de caixa. Quando você abre, informa quanto tem em dinheiro na gaveta naquele momento — esse é o troco inicial (o dinheiro que já estava lá para dar troco aos clientes). A partir daí, todo recebimento em dinheiro do balcão entra nesse turno. O caixa precisa estar ABERTO para receber à vista: com ele fechado, o sistema não tem onde lançar o dinheiro que entra.

Passo a passo para abrir

  1. Abra Financeiro → Caixa & Conciliação → Caixa Físico.
  2. No alto, em Caixa (dinheiro físico), escolha qual gaveta você vai usar (ex.: Caixa Balcão). Se a empresa só tem um caixa, ele já vem selecionado.
  3. O estado aparece como FECHADO. Clique no botão verde Abrir caixa.
  4. Em Saldo inicial em mãos (R$), digite quanto dinheiro está na gaveta agora — o troco com que você começa (ex.: 150,00). Se começa zerado, deixe 0.
  5. Se quiser, escreva uma Observação (ex.: "abertura turno da manhã"). É opcional.
  6. Clique em Abrir. O caixa muda para ABERTO e já mostra a hora de abertura e o saldo inicial.
  • Só dá para ter um turno aberto por caixa ao mesmo tempo. Se já houver um aberto, feche-o antes de abrir outro.
  • O histórico de aberturas/fechamentos, logo abaixo, mostra todos os turnos passados daquele caixa — com saldo inicial, valor contado e diferença.
💡 Dica: Conte o troco da gaveta antes de digitar o saldo inicial. Esse número é a base de toda a conferência do fim do dia — se ele já entra errado, a diferença no fechamento vai parecer um problema que não existe.
⚠️ Atenção: Com o caixa FECHADO, recebimentos em dinheiro do balcão não têm para onde ir. Abra o turno no começo do expediente. No fim do dia, sempre feche — veja em Fechar o caixa.
🔗 Por baixo dos panos: Cada turno guarda quem abriu, quando, o valor inicial e (depois) o valor contado no fechamento. Os recebimentos em dinheiro do dia ficam ligados a esse turno, e é isso que permite o sistema dizer, na hora de fechar, quanto deveria ter na gaveta.
14Sangria e Suprimento
📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Caixa & Conciliação → Caixa Físico (com o caixa aberto).

Durante o dia o dinheiro da gaveta sobe e desce. Quando junta muito dinheiro e fica arriscado deixar tudo no balcão, você faz uma sangria: tira parte do dinheiro do caixa e guarda no cofre (ou leva ao banco). Quando, ao contrário, o caixa precisa de mais troco, você faz um suprimento: coloca dinheiro de volta na gaveta. As duas coisas são o jeito certo de mexer no valor do caixa sem ser uma venda.

📌 O que é isso? Sangria = tirar dinheiro do caixa (sai da gaveta, vai para o cofre ou banco). Suprimento = colocar dinheiro no caixa (entra na gaveta, normalmente para reforçar o troco). Toda sangria gera um comprovante em papel, com espaço para a assinatura de quem entregou e de quem recebeu — assim fica registrado quem mexeu no dinheiro.

Fazer uma sangria (tirar dinheiro para o cofre)

  1. Com o caixa ABERTO, clique no botão Sangria → cofre.
  2. Em Cofre de destino, escolha para onde o dinheiro vai (ex.: Cofre — veja em Cofre de Dinheiro e Cofre de Cheques).
  3. Digite o Valor (R$) que está saindo da gaveta (ex.: 500,00).
  4. Em Motivo, explique se quiser (ex.: "retirada de segurança 14h"). É opcional.
  5. Clique em Confirmar e gerar comprovante. O dinheiro sai do caixa, entra no cofre, e o sistema abre o comprovante para você imprimir e colher as assinaturas.

Quando usar cada um

  • Sangria: juntou muito dinheiro na gaveta; vai mandar valores ao banco; quer reduzir o risco no balcão. O dinheiro sai do caixa e passa a ser guardado no cofre.
  • Suprimento: a gaveta ficou sem trocado; você precisa reforçar o caixa no meio do expediente. O dinheiro entra na gaveta.

O caminho do dinheiro: caixa → cofre → banco

Pense no dinheiro vivo fazendo uma viagem em três paradas. Ele nasce na gaveta do balcão (caixa). Quando acumula, a sangria leva para o cofre da empresa — um lugar mais seguro, ainda dentro do negócio. Depois, o que está no cofre vai para o banco (depósito). Esse caminho — caixa → cofre → banco — mantém o controle de onde o dinheiro está em cada momento, e por isso cada passo deixa um registro. O destino dessas sangrias é explicado em Cofre de Dinheiro e Cofre de Cheques.

💡 Dica: Imprima o comprovante da sangria e peça a assinatura de quem entregou e de quem recebeu o dinheiro. É um documento simples, mas é ele que protege você se algum valor for questionado depois.
⚠️ Atenção: Sangria e suprimento não são venda nem despesa — são só dinheiro mudando de lugar. Não lance uma sangria como se fosse um pagamento, senão a conta do dia não vai bater no fechamento.
15Fechar o caixa (conferência)
📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Caixa & Conciliação → Caixa Físico (com o caixa aberto).

Fechar o caixa é encerrar o turno no fim do expediente e conferir se o dinheiro que está na gaveta bate com o que o sistema esperava. Você conta o dinheiro de verdade, informa esse valor, e o sistema compara com o esperado (saldo inicial + recebimentos em dinheiro − sangrias). Se sobrar ou faltar, ele mostra a diferença. No final, sai um comprovante de fechamento.

📌 O que é isso? O valor esperado é a conta que o sistema faz sozinho do quanto deveria haver na gaveta. O valor contado é quanto você realmente conta na mão. A diferença é a sobra (positiva) ou a falta (negativa) entre os dois. Diferença zero significa que o caixa "bateu" certinho.

Passo a passo para fechar

  1. Com o caixa ABERTO, conte todo o dinheiro da gaveta.
  2. Clique no botão vermelho Fechar caixa.
  3. Em Valor contado em mãos (R$), digite exatamente o que você contou (ex.: 1.250,00).
  4. Se quiser, escreva uma Observação (ex.: "faltou troco, anotado"). É opcional.
  5. Clique em Fechar. O sistema compara com o esperado e mostra o resultado.

O que acontece com a diferença

  • Diferença de centavos (bem pequena): o caixa fecha direto, sem perguntar nada. São arredondamentos normais do dia a dia.
  • Diferença maior: o sistema interrompe e mostra um aviso pedindo que você confirme o fechamento mesmo com a diferença. Você confere a contagem; se estiver certo, confirma — a diferença fica registrada no turno (ninguém esconde sobra ou falta).
  • Em qualquer caso, o turno é encerrado e fica gravado o valor contado e a diferença.

Comprovante de fechamento

Fechado o turno, ele entra no histórico de aberturas/fechamentos da tela, mostrando o valor inicial, o contado e a diferença. Esse histórico é o seu comprovante de conferência — dá para consultar qualquer dia anterior e ver como o caixa fechou.

💡 Dica: Conte o dinheiro duas vezes antes de digitar o valor contado. A maioria das "diferenças" some na recontagem — é erro de contagem, não dinheiro perdido.
⚠️ Atenção: Confirmar o fechamento com diferença é uma decisão consciente: depois de fechado, o turno está encerrado. Se a diferença for grande e você não souber explicar, reconte e cheque se faltou registrar alguma sangria antes de confirmar.
🔗 Por baixo dos panos: O esperado vem do próprio turno aberto em Abrir o caixa: saldo inicial + tudo que entrou em dinheiro − tudo que saiu por sangria. Por isso é tão importante abrir com o troco certo e registrar as sangrias: o fechamento só "bate" se o começo e o meio do dia estiverem corretos.
16Cofre de Dinheiro e Cofre de Cheques
📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Caixa & Conciliação → Caixa Físico (os cofres aparecem ao fazer a sangria).

Os cofres são lugares seguros, dentro da empresa, onde o dinheiro e os cheques ficam guardados depois de saírem do balcão e antes de irem para o banco. Existem dois: o cofre de dinheiro, que recebe as sangrias de dinheiro vivo, e o cofre de cheques, que guarda os cheques recebidos dos clientes até a hora de depositar. Eles são a parada do meio no caminho caixa → cofre → banco.

📌 O que é isso? O cofre de dinheiro é o destino das sangrias de dinheiro: o que sai da gaveta para ser guardado com segurança vai para lá. O cofre de cheques é um cofre só para os cheques que os clientes entregam — uma conta interna de custódia, ou seja, um lugar onde a empresa apenas guarda cheques de terceiros até o dia de levá-los ao banco. Os dois ficam dentro do negócio; o banco é o passo seguinte.

Como o dinheiro e os cheques chegam ao cofre

  • Dinheiro: sai da gaveta por uma sangria (seção 14) e é guardado no cofre de dinheiro. De lá, depois, vai para o banco como depósito.
  • Cheques: quando você recebe um cheque de um cliente, ele já entra direto no cofre de cheques — não fica na gaveta de dinheiro. Cheque não é dinheiro vivo: é uma promessa de pagamento que só vira dinheiro quando compensa no banco.

O comprovante de cheques do turno

No histórico de aberturas/fechamentos da tela do Caixa Físico, cada turno tem um botão Cheques. Ele gera um comprovante com a lista de todos os cheques recebidos naquele turno (banco, número, "bom para" e valor), com espaço para a assinatura de quem entregou e de quem ficou responsável pelo cofre. É o documento que acompanha os cheques quando eles passam de mão.

💡 Dica: Use o "bom para" de cada cheque para se organizar: cheque pré-datado fica no cofre de cheques até a data combinada, e só então vai ao banco. Assim você não deposita antes da hora.
⚠️ Atenção: O cofre de cheques é só guarda (custódia): receber um cheque e guardá-lo no cofre não é o mesmo que ter o dinheiro na conta. O valor só conta como recebido de verdade quando o cheque compensa no banco — até lá ele é um valor "em custódia", separado do dinheiro vivo.
🔗 Por baixo dos panos: Por isso o comprovante de cheques não mexe no saldo do caixa: o cheque já tinha entrado no cofre de cheques quando foi recebido. O comprovante apenas lista e formaliza a entrega física dos papéis ao responsável pelo cofre — é um documento de custódia, não um lançamento de dinheiro.

Parte 5 · Bancos, Transferências e Cheques

17Contas bancárias e ajuste de saldo

Esta é a mesma tela da Seção 3 (onde você aprendeu a cadastrar suas contas e caixas). Aqui o foco é diferente: usar o botão Ajustar Saldo quando o valor que o sistema mostra não bate com o que está de verdade no banco ou na gaveta.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Bancos & Caixas → Contas.
⚠️ Atenção: Não é uma tela nova! Se você já leu a Seção 3, esta é a mesma lista de contas. Aqui só vamos olhar de perto o saldo de cada conta e o botão de ajuste. O cadastro de uma conta nova continua em Seção 3.

Ver o saldo de cada conta

A lista mostra todas as suas contas e caixas, e na coluna Saldo Atual aparece quanto cada uma tem agora — em verde quando é positivo e em vermelho quando ficou negativo. No topo da tela, os cartões de resumo somam o saldo total de tudo junto e avisam quantas contas estão com saldo negativo (cartão de alerta).

  • Cada linha mostra o nome da conta, o tipo (Corrente, Poupança, Investimento ou Caixa), o banco/agência e o saldo atual.
  • Se no lugar do saldo aparecer ••••••, é porque o seu usuário não tem permissão para ver valores — fale com o responsável.

O que é "Ajustar Saldo"?

Às vezes o saldo que o sistema mostra fica diferente do saldo real. Isso acontece, por exemplo, quando alguém esqueceu de lançar uma tarifa do banco, um rendimento da poupança caiu sem registro, ou o caixa começou a usar o sistema no meio do mês. O Ajustar Saldo serve para corrigir esse número de uma vez: você diz quanto a conta tem de verdade, e o sistema acerta.

Passo a passo para ajustar

  1. Na lista de contas, encontre a conta que está com o saldo errado.
  2. Clique no ícone âmbar de Ajustar Saldo (a moedinha) na linha da conta — ou, no celular, no botão Ajustar.
  3. A janela mostra o saldo anterior (o que o sistema acha que tem). No campo Quanto tem na conta agora?, digite o valor real.
  4. Para saber o valor real: confira no app do banco (contas bancárias) ou conte o dinheiro na gaveta (caixas).
  5. Clique em Salvar Saldo. Pronto — o saldo da conta passa a ser o número que você informou.
💡 Dica: Sempre que ajustar um saldo, anote o motivo (na observação da conta ou num bilhete interno): "ajuste de tarifa de manutenção", "saldo de abertura do sistema", etc. Um ajuste sem explicação é a primeira coisa que gera dúvida numa auditoria — e você pode não lembrar daqui a três meses por que mexeu.
⚠️ Atenção: O ajuste de saldo é um atalho, não um substituto do dia a dia. Se você vive ajustando a mesma conta, o problema é que algo não está sendo lançado (uma tarifa, uma transferência, um recebimento). O jeito certo de manter o saldo batendo o tempo todo é fazer a conciliação do extrato — veja a Seção 21.
🔗 Por baixo dos panos: O ajuste não "apaga" o histórico: o sistema apenas redefine o saldo atual da conta para o valor que você informou. As movimentações antigas (recebimentos, pagamentos, transferências) continuam todas registradas. Por isso o ajuste é seguro, mas deve ser usado com critério.
18Transferência entre contas (e estornar)

Uma transferência é mover dinheiro de uma conta ou caixa para outra conta sua — por exemplo, tirar do Caixa do balcão e mandar para o Banco, ou aplicar dinheiro da conta corrente na poupança. O dinheiro continua sendo seu; só mudou de lugar. Por isso, transferência não é receita nem despesa.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Bancos & Caixas → Transferências.

Como fazer uma transferência (3 passos)

Clique em Nova Transferência. A tela é um assistente com 3 passos (uma barrinha no topo mostra "Passo 1/3", "2/3", "3/3"):

  1. Passo 1 — De onde / Para onde: escolha em De qual conta está saindo? a conta de origem (ao lado de cada conta aparece o saldo que ela tem) e em Para qual conta vai? a conta de destino. Origem e destino não podem ser a mesma — o sistema avisa se você tentar.
  2. Passo 2 — Quanto e quando: digite o valor, escolha Agora ou Escolher data, e diga se a transferência tem taxa (TED/DOC). Conforme você digita, o sistema mostra uma simulação em tempo real: quanto cada conta fica antes e depois.
  3. Passo 3 — Confirmar: a tela resume a operação ("Conta A ↓ R$ 500,00 → Conta B"), você escolhe o motivo (transferência simples, aplicação, resgate, etc.) e, se quiser, escreve uma observação. Clique em Confirmar Transferência.

A simulação em tempo real

Esse é o recurso que evita susto. Antes de confirmar, o painel azul mostra exatamente o que vai acontecer com os saldos. Se a conta de origem ficar negativa depois da transferência, o número aparece em vermelho e o sistema mostra um aviso — assim você percebe antes de mandar dinheiro que não tem.

Transferência com taxa

Quando o banco cobra uma taxa pela transferência (típico de TED/DOC), marque Com taxa e informe o valor (ex.: R$ 10,00). Detalhe importante: a taxa sai da conta de origem, junto com o valor transferido. Ou seja, se você transfere R$ 500,00 com R$ 10,00 de taxa, a conta de origem perde R$ 510,00 e a de destino recebe os R$ 500,00.

📌 O que é isso? O campo Motivo serve só para você se organizar — escolha o que descreve melhor: "Aplicação (deixar rendendo)", "Resgate (trazer da aplicação)", "Preparar pagamento de fornecedor", etc. Ele não muda o dinheiro; só ajuda a entender depois por que aquela transferência foi feita.

E se eu transferir errado? (Estornar)

Errou a conta, o valor, ou simplesmente desistiu? Você pode estornar a transferência — o sistema desfaz a operação, devolvendo o dinheiro à conta de origem. Para isso, abra a transferência na lista, clique em Estornar e informe o motivo do estorno (ex.: "valor digitado errado").

⚠️ Atenção: Cada transferência só pode ser estornada uma vez. O sistema impede estornar de novo uma transferência que já foi estornada — então não há risco de "desfazer o desfazer" e bagunçar os saldos. Se precisar refazer, crie uma nova transferência.
💡 Dica: Marcar Repetir todo mês nesta data no Passo 3 cria uma recorrência (ex.: toda transferência de aplicação do dia 5). Mesmo assim, por segurança, o sistema não executa sozinho: ele lembra você de confirmar cada mês. Assim você nunca move dinheiro sem querer.
🔗 Por baixo dos panos: A transferência é feita de forma "tudo ou nada": o sistema trava as duas contas, debita uma, credita a outra e registra nos extratos das duas — tudo na mesma operação. Se algo falhar no meio, nada é aplicado. Por isso os saldos nunca ficam "pela metade".
19Cheques recebidos (cofre, depositar, repassar, devolver)

Aqui você controla os cheques de terceiros — os cheques que clientes lhe deram como pagamento. Esta tela acompanha cada cheque desde o momento em que entra no seu cofre até ele ser pago (compensado), repassado a um fornecedor ou devolvido pelo banco.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Cheques → Cofre de Cheques.
⚠️ Atenção: Esta tela é só para cheques recebidos (de clientes). O sistema não emite cheques seus para pagar terceiros — quem emite o cheque é o cliente; você só recebe, guarda e controla. Por isso não existe botão "novo cheque" aqui: os cheques entram automaticamente quando você fecha uma venda paga em cheque.

O ciclo de vida de um cheque

Todo cheque recebido começa Em carteira (guardado no seu cofre) e, dali, segue um dos caminhos. As abas no topo da tela filtram por situação: Todos · Em carteira · Depositados · Repassados · Compensados · Devolvidos.

SituaçãoO que significaO que você faz
Em carteiraO cheque está guardado no cofre, esperando uma decisão.Depositar, repassar ou devolver.
DepositadoVocê levou o cheque ao banco e ele foi depositado numa conta sua.Aguardar o banco confirmar (compensar).
CompensadoO banco pagou: o dinheiro do cheque caiu de verdade na sua conta. Fim feliz.Nada — está pago.
RepassadoEm vez de depositar, você usou o cheque para pagar um fornecedor (passou o cheque adiante).Nada — saiu da sua mão.
DevolvidoO banco não pagou o cheque (ex.: sem fundos). A dívida do cliente volta.Cobrar o cliente de novo.

Depositar um cheque

Depositar é levar o cheque ao banco para que ele seja pago. Na linha do cheque (que esteja Em carteira), clique em Depositar, escolha em qual conta bancária ele entra e confirme. O cheque passa para Depositado. Quando o banco confirmar o pagamento, ele vira Compensado e o valor já está na sua conta.

⚠️ Atenção: O sistema impede depositar o mesmo cheque duas vezes. Depois que um cheque já está Depositado (ou Repassado/Compensado), o botão Depositar não funciona mais para ele — assim você nunca conta o mesmo dinheiro em dobro por engano. Você só pode depositar em uma conta de verdade (corrente, poupança ou investimento), nunca no caixa físico nem no próprio cofre.

Repassar um cheque a um fornecedor

Repassar é usar o cheque que você recebeu para pagar uma conta sua: em vez de depositar e depois pagar o fornecedor, você simplesmente entrega o próprio cheque do cliente ao fornecedor. O cheque sai do seu cofre e passa para Repassado, e o sistema vincula esse cheque à conta que você pagou com ele.

Devolver um cheque (quando "volta")

Cheque devolvido é quando o banco recusa o pagamento e o cheque "volta". O motivo vem de um código de devolução do banco (por exemplo, código 11 = sem fundos na 1ª apresentação, 12 = sem fundos na 2ª apresentação). Na linha do cheque, clique em Devolver e escolha o motivo na lista de códigos.

  • Ao devolver, o sistema recria a dívida do cliente (volta para Contas a Receber) — afinal, ele ainda não pagou.
  • O saldo é ajustado de volta: se o cheque tinha sido depositado, o valor sai da conta; se tinha sido repassado, a dívida com o fornecedor é reaberta.
📌 O que é isso? "Código de devolução do banco" é o número que o banco carimba no cheque devolvido para explicar por que não pagou. Os mais comuns são o 11 e o 12 (sem fundos). Você não precisa decorar — o sistema mostra a lista pronta; é só escolher.
💡 Dica: Use a aba Em carteira e o painel No cofre (em carteira) no topo (que soma quanto em cheques você ainda tem guardado) para não esquecer nenhum cheque parado. Cheque tem prazo: o campo bom para diz a partir de quando ele pode ser depositado — deixar passar muito tempo aumenta o risco de devolução.
🔗 Por baixo dos panos: Cada cheque guarda a própria linha do tempo (entrou no caixa → cofre → depositado / repassado → compensado ou devolvido), que você vê clicando no cheque. Depositar e devolver mexem em dinheiro de verdade (saldo das contas e dívidas), por isso o sistema faz tudo numa operação única e registra cada passo — nada fica solto.
20Maquininhas, taxas e Configurações do Financeiro

Quando o cliente paga no cartão, a maquininha (a operadora, como Stone, Cielo, etc.) fica com uma parte do valor — é a taxa. Cadastrar suas maquininhas e suas taxas aqui faz o sistema calcular sozinho quanto você realmente recebe em cada venda no cartão. No fim desta seção, veja também as outras configurações do financeiro.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Configurações → Maquininhas.

Cadastrar uma maquininha e suas taxas

  1. Clique em Nova maquininha e dê um nome (ex.: "Stone", "Cielo loja").
  2. Para cada forma — Débito, Crédito à vista, Crédito parcelado — informe a taxa em porcentagem (ex.: débito 1,99%; crédito 3,5%). No crédito parcelado dá para definir a taxa por faixa de parcelas (ex.: de 2 a 6 vezes uma taxa, de 7 a 12 outra).
  3. Marque uma maquininha como padrão se for a que você mais usa.
  4. Use o Simulador ("quanto você recebe líquido?"): digite um valor de venda e o sistema mostra quanto entra líquido em cada forma, já descontada a taxa.
  5. Clique em Salvar.

Por que no cartão o caixa recebe o valor LÍQUIDO?

Numa venda de R$ 100,00 no crédito com taxa de 3,5%, a operadora fica com R$ 3,50. Então o que cai na sua conta são R$ 96,50 — esse é o valor líquido (o que sobra depois da taxa). O sistema desconta a taxa automaticamente e lança no financeiro o valor que você de fato vai receber, não os R$ 100,00 "cheios". Assim seus relatórios mostram o dinheiro real, e não um número inflado.

📌 O que é "antecipação"? Antecipação é receber o dinheiro do cartão na hora (ou bem antes do prazo normal), pagando uma taxa a mais por isso. Normalmente o crédito parcelado só cai parcela por parcela, mês a mês; com a antecipação você recebe tudo de uma vez, adiantado. Se sua maquininha trabalha assim, marque a opção Antecipação no cadastro dela — aí o sistema já considera a venda como recebida na hora (líquido). Veja também o Glossário.

Outras configurações

Ainda no menu Financeiro → Configurações, há duas listas que afinam como o financeiro se comporta:

Tipos de Pagamento

Em Configurações → Tipos de Pagamento, você lista as formas que recebe (Dinheiro, Cartão, PIX, Cheque, etc.). Para cada uma, define dois detalhes importantes:

  • Quantos dias leva para cair? (o sistema chama de "dias de compensação"): o dinheiro vai para a conta na hora (0 dias, como dinheiro e PIX) ou demora alguns dias (ex.: cartão de crédito que cai em 30 dias). Isso faz a data de recebimento ficar certa no seu fluxo de caixa.
  • Entra no caixa? diz se aquela forma de pagamento vai para a gaveta de dinheiro do balcão (dinheiro, sim) ou direto para uma conta de banco (cartão e PIX, normalmente não passam pela gaveta).

Status de Parcelas

Em Configurações → Status de Parcelas ficam as situações que uma parcela pode ter (ex.: Em aberto, Recebido, Vencido, Cancelado), cada uma com uma cor para você identificar rápido nas listas. O sistema já vem com os status básicos prontos.

⚠️ Atenção: Os status padrão do sistema (os de código 01 a 05) não podem ser excluídos — o sistema bloqueia, porque o financeiro inteiro depende deles para funcionar. Você pode criar novos status e mudar a cor e a descrição, mas não apagar os básicos.
💡 Dica: Configure as taxas das maquininhas e os dias de compensação logo no começo, antes de registrar muitas vendas no cartão. Com isso certo desde o início, todo recebimento já entra com o valor líquido e a data correta — e seu fluxo de caixa fica confiável sem retrabalho.
🔗 Por baixo dos panos: As taxas que você cadastra valem só para a sua empresa — cada negócio tem o próprio contrato com a operadora, então o sistema nunca "chuta" uma taxa. Quando a maquininha tem antecipação ligada, a venda no crédito parcelado já entra como recebida e quitada no financeiro (líquido), em vez de ficar aguardando as parcelas mês a mês.

Parte 6 · Conciliação, Relatórios e Resultado

21Conciliar o extrato do banco

Conciliar é comparar, lado a lado, o que aconteceu na sua conta de verdade (o extrato do banco) com o que está lançado aqui no sistema — e marcar cada movimento como "bate" ou "não bate". No fim, o saldo do sistema tem que ser igual ao saldo do banco. É o jeito de descobrir um recebimento que entrou e ninguém deu baixa, uma taxa que o banco cobrou e você não lançou, ou um pagamento dobrado.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Caixa & Conciliação → Conciliação Bancária.

Passo 1 — Escolher a conta e (se tiver) importar o extrato

A tela funciona como um assistente em etapas (Importar → Resultados → Revisão → Confirmação). O primeiro passo é dizer de qual conta você está falando.

  1. Em "Selecionar Conta Bancária", clique no cartão da conta que vai conciliar (Conta Corrente, Caixa Interno, Poupança…). Se ainda não cadastrou, use "Nova Conta".
  2. Em "Importar Extrato", arraste o arquivo para a área pontilhada ou clique em "clique para selecionar". O extrato é um arquivo que você baixa no site ou no app do seu banco — o formato mais comum e mais fácil é o OFX (quase todo banco oferece "baixar extrato em OFX"). O sistema identifica a conta sozinho.
  3. Clique em "Conciliar Inteligente". O sistema lê cada linha do extrato e tenta achar, sozinho, o lançamento correspondente no ERP.
📌 O que é isso? Não tem extrato em arquivo? Tudo bem. Você pode pular a importação, ajustar o saldo direto no cartão da conta (botão do lápis "Ajustar saldo") e seguir operando. A importação só serve para acelerar o trabalho quando há muitos movimentos.

Passo 2 — Conferir o que o sistema casou (a pontuação de confiança)

Depois de processar, cada linha do extrato recebe um de quatro status, e o sistema mostra uma pontuação de confiança (de 0% a 100%) ao lado de cada sugestão — quanto maior a pontuação, mais o sistema tem certeza de que aquele movimento do banco é exatamente aquele lançamento do ERP. Verde é confiança alta; amarelo pede atenção.

StatusO que significaO que fazer
✅ ConciliadoO sistema casou sozinho, com confiança alta.Nada — já está certo. Pode "Desfazer" se discordar.
💡 SugestãoAchou um lançamento parecido, mas quer sua confirmação.Confira e clique em "Confirmar" (ou escolha outra opção da lista).
⚠️ PendenteNão achou nada que combine no ERP.Buscar, Criar Lanç. ou Ignorar (abaixo).
🚫 IgnoradoMovimento que você decidiu não conciliar.Pode "Restaurar" depois, se mudar de ideia.

Passo 3 — Resolver cada movimento: Confirmar, Classificar ou Ignorar

  • Confirmar — aceita o casamento (o "match") que o sistema sugeriu: movimento do banco = lançamento do ERP.
  • Classificar / Criar Lançamento — quando o movimento existe no banco mas não tem lançamento no ERP (ex.: uma tarifa, um PIX recebido que ninguém registrou). O botão "Criar Lanç." cria, na hora, uma conta a pagar ou a receber a partir daquele movimento — assim o sistema passa a "conhecer" aquele dinheiro.
  • Ignorar — para movimentos que você não quer conciliar (ex.: uma transferência sua entre contas próprias). Sai da lista de pendências, mas fica guardado.
💡 Dica: comece pelos Pendentes (filtro vermelho no topo) — são os que precisam da sua decisão. Os "Conciliados" já estão resolvidos.

Passo 4 — Bater o saldo: ERP × extrato

Na etapa de Revisão o sistema mostra o Saldo do ERP (o que o sistema calcula) ao lado do Saldo do Extrato (o que o banco diz). Se os dois forem iguais, sua conta está conciliada e confiável. Se houver diferença, é porque sobrou algum movimento sem casar — volte e resolva os pendentes.

📌 O que mais tem nessa área? No topo da tela há três botões: Histórico (todas as conciliações que você já fez — dá para retomar uma que ficou pela metade), Regras (regras automáticas de conciliação: você ensina o sistema, por exemplo, "todo movimento com 'TARIFA' é despesa bancária" e ele passa a classificar sozinho nas próximas) e Contas (suas contas bancárias). Há também um Painel que resume o andamento das conciliações.
⚠️ Atenção: concilie todo mês, de preferência logo depois de fechar o mês. Deixar acumular vira uma pilha de movimentos antigos difícil de lembrar, e qualquer erro (cobrança indevida, recebimento esquecido) só é descoberto tarde demais. Conciliação mensal é o hábito que mantém o saldo do sistema confiável.
🔗 Por baixo dos panos: ao "Criar Lanç." o sistema gera uma conta a pagar/receber de verdade (a mesma que você veria em Contas a Pagar/Receber), já baixada e vinculada àquele movimento do extrato. As regras automáticas ficam guardadas por empresa e são aplicadas na próxima importação, antes mesmo de você abrir a tela.
22Relatório de Recebidos e de Pagos

São dois relatórios irmãos que respondem às duas perguntas mais básicas do caixa: "quanto entrou?" (Recebidos) e "quanto saiu?" (Pagos) num período. Eles olham o dinheiro de verdade que se mexeu — ou seja, as baixas (quando você efetivamente recebeu ou pagou), não as promessas.

📍 Como chegar: Recebidos = Menu → Financeiro → Contas a Receber → Relatório de Recebidos. Pagos = Menu → Financeiro → Contas a Pagar → Lançamentos Pagos.

Como filtrar

  1. Escolha o período (Data inicial e Data final).
  2. Filtre por cliente (no de Recebidos) ou fornecedor (no de Pagos) — é só digitar o nome e selecionar.
  3. Refine por Conta (de qual conta saiu/entrou), Forma (dinheiro, PIX, cartão, boleto…) e, no de Pagos, também por Plano de contas (a categoria da despesa).
  4. Em "Agrupar por", escolha como somar os totais: por Cliente/Fornecedor, por Período (mês), por Conta ou por Forma. O relatório mostra subtotais por grupo.
📌 O que é "Base do filtro"? Define qual data o período usa: a data em que você recebeu/pagou de fato (a baixa), a de emissão ou a de vencimento. Para "quanto entrou/saiu no caixa", deixe na opção de pagamento/recebimento (baixa).

Maquininha: colunas Taxa e Líquido (só no de Recebidos)

Quando o recebimento veio por cartão, o relatório de Recebidos mostra duas colunas a mais: a Taxa de Cartão (quanto a maquininha descontou) e o Líquido (o que sobrou de verdade na sua conta). Assim você enxerga a diferença entre o valor da venda e o que realmente caiu, sem fazer conta na mão.

ColunaO que mostra
ValorO valor cheio do recebimento.
TaxaO que a maquininha/operadora descontou (em R$ e em %).
LíquidoO que efetivamente entrou na conta (Valor − Taxa).
  • Os cartões no topo somam o total do período: total recebido, total de taxa de cartão e total líquido (no de Recebidos).
  • Use o botão "Imprimir / PDF" para gerar uma versão para guardar ou enviar — ele leva junto exatamente os filtros que você está vendo na tela.
💡 Dica: agrupando por Forma você descobre rapidinho qual meio de pagamento traz mais dinheiro e quanto está deixando na mão das operadoras de cartão em taxas.
23Lucratividade (versão gestor × vendedor)
⚠️ Atenção — esta tela fica em outro módulo: a Lucratividade fica em Vendas → Relatórios → Lucratividade, fora do menu Financeiro. Estamos saindo do Financeiro por um instante porque o lucro nasce na venda (preço − custo), e é lá que o sistema tem o custo de cada produto.

Os relatórios anteriores mostram dinheiro entrando e saindo. Este mostra outra coisa, mais importante para decidir: quanto sobra de lucro em cada venda, cliente, marca ou vendedor. Vender muito não é o mesmo que lucrar muito — esta tela separa as duas coisas.

📍 Como chegar: Menu → Vendas → Relatórios → Lucratividade.

O que você consegue ver

Você filtra por período e quebra o resultado por várias dimensões, para achar onde está (e onde não está) o lucro:

  • Por Cliente — quem te dá mais lucro (nem sempre é quem compra mais).
  • Por Grupo de produtos, Marca e NCM (o código fiscal do produto — veja Glossário) — quais categorias rendem e quais quase não dão margem.
  • Por Vendedor — desempenho real de cada um, considerando o lucro que trouxeram, não só o faturamento.

CMV e Margem

📌 O que é CMV? CMV (Custo da Mercadoria Vendida) é quanto você pagou pelo que vendeu — o custo dos produtos que saíram. O lucro bruto é simplesmente Receita − CMV, e a margem é quanto desse lucro sobra de cada R$ 100 vendidos. (CMV, margem e competência têm explicação rápida no Glossário.)

Cada linha mostra a receita, o custo (CMV) e o lucro, com a margem em % e sinalização de cor: prejuízo, margem baixa, saudável ou excelente. É assim que você descobre, por exemplo, um produto que vende bem mas dá prejuízo escondido.

Duas versões: GESTOR e VENDEDOR

VersãoMostra custo e margem?Para quem
Gestor (botão "PDF (Gestor)")Sim — receita, CMV, lucro e margem completos.Para você decidir preço, mix e metas. Uso interno.
Vendedor (link de compartilhar)Não — esconde custo e margem, mostra só as vendas.Para entregar ao vendedor ou ao cliente sem expor seu custo e seu lucro.
⚠️ Atenção: nunca mande o PDF "Gestor" para um cliente ou vendedor — ele revela seu custo e sua margem. Para isso existe a versão Vendedor (botão "Compartilhar"), que omite essas informações.
  • Exporte em PDF (Gestor), Excel ou CSV pelos botões no topo.
  • O acesso à versão Gestor costuma ser restrito ao administrador, justamente por mostrar custo e margem.
🔗 Por baixo dos panos: o custo (CMV) sai do custo médio de cada produto no estoque mais os custos das OS. Notas fiscais avulsas (NF-e/NFC-e/NFS-e digitadas direto, sem produto rastreado) entram só com receita, então a margem delas aparece "cheia" — o sistema avisa quando isso acontece, para você não tirar conclusão errada.
24Consolidado por Cliente, Aging e Inadimplência

Este trio responde à pergunta "quem me deve, quanto, e há quanto tempo?". É o painel de cobrança: mostra quanto cada cliente deve no total, separa as dívidas por idade e aponta quem está atrasado — para você saber a quem ligar primeiro.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Relatórios → Aging Analysis (e, ao lado, Inadimplência). O hub de relatórios do Contas a Receber reúne todos eles num lugar só.

Consolidado por Cliente — quem deve quanto

Mostra, somado, quanto cada cliente deve no total (a "carteira" daquele cliente). É a visão de cima: antes de olhar parcela por parcela, você vê os maiores devedores de uma vez.

Aging — a idade da dívida

📌 O que é aging? Aging (veja Glossário) é a "idade" de cada dívida: há quanto tempo ela está em aberto. O sistema separa tudo em faixas de tempo, porque uma conta vencida há 5 dias é bem diferente de uma vencida há 4 meses.
FaixaO que é
🟢 A VencerAinda no prazo — não está atrasada.
🟡 1–30 diasAtraso recente — uma lembrança costuma resolver.
🟠 31–60 diasAtraso médio — hora de cobrar com mais firmeza.
🔴 61–90 diasAtraso grande — risco real de não receber.
🔴 90+ diasAtraso pesado — candidato a negociação ou negativação.

A tela de Aging Analysis traz cartões com o valor e a quantidade de parcelas em cada faixa, uma barra colorida com a distribuição e um gráfico por cliente. Você pode alternar entre Contas a Receber (quem te deve) e Contas a Pagar (o que você deve) no seletor do topo.

Inadimplência — quem está atrasado

O relatório de Inadimplência foca só no que já passou do vencimento: mostra a Taxa de Inadimplência (que fatia da sua carteira está atrasada), o Total em Atraso, o Total da Carteira e o número de títulos vencidos, com gráfico de aging dos atrasados.

  • Use o Aging para priorizar a cobrança: comece pelas faixas mais antigas (61–90 e 90+ dias), onde o risco de calote é maior.
  • Imprima ou gere PDF para levar à reunião ou anexar ao processo de cobrança.
💡 Dica: uma carteira saudável tem a maior parte do valor em "A Vencer" e pouca coisa nas faixas vermelhas. Se o vermelho está crescendo mês a mês, é sinal de que a cobrança precisa apertar — vale ativar a Régua de Cobrança no Contas a Receber.
🔗 Por baixo dos panos: aging e inadimplência leem as mesmas parcelas em aberto do Contas a Receber/Pagar, calculando a idade pela diferença entre hoje e o vencimento de cada parcela. Nada é digitado à parte — os números refletem, em tempo real, o que está lançado.
25DRE, DFC e Fluxo de Caixa

Esses três relatórios respondem às perguntas mais importantes do dono: "eu tive lucro?", "de onde entrou e pra onde foi meu dinheiro?" e "quanto eu tenho em caixa e quanto vou ter?". Não precisa ser contador — cada tela conta a história em cascata, do faturamento até o que sobra de verdade.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Relatórios → e escolha DRE, DFC ou Fluxo de Caixa. No alto de cada tela você troca o mês/ano que quer enxergar.

DRE — será que tive lucro?

A DRE (sigla de "Demonstrativo de Resultado") mostra, em cascata, se o mês fechou no lucro ou no prejuízo. Comece de cima: do faturamento ela vai descontando os gastos até chegar no que sobrou de verdade. No modo Gerencial (botão "Gerencial" no topo) ela fica ainda mais visual, passo a passo:

  1. Receita Bruta — tudo que você faturou (vendas, serviços, OS) no período.
  2. (−) Custos Variáveis — o que sobe e desce junto com as vendas (mercadoria, comissão, taxa de cartão). Vendeu mais, gastou mais; vendeu menos, gastou menos.
  3. = Margem de Contribuição — o que sobra depois dos custos variáveis. É essa sobra que vai pagar a estrutura fixa da empresa. Ver no Glossário.
  4. (−) Despesas Fixas — o que você paga todo mês caia ou não venda (aluguel, salários, internet, contador).
  5. = Lucro Operacional — o resultado da operação do dia a dia, antes de coisas pontuais. Positivo = a operação se paga sozinha. Ver no Glossário.
  6. = Resultado Líquido — a última linha: o que realmente sobrou no caixa ao final de tudo. É o número que diz "ganhei" ou "perdi" no mês. Ver no Glossário.
💡 Dica: Se você está começando, use o modo Simples (também no topo). Ele mostra a mesma conta de um jeito mais enxuto. Quando quiser entender por que sobrou (ou faltou) dinheiro, ligue o modo Gerencial e leia a cascata de cima para baixo.

DFC — de onde entrou e pra onde foi o dinheiro

A DFC ("Demonstrativo de Fluxo de Caixa") separa o movimento do caixa em três caixinhas, para você enxergar a origem de cada entrada e saída:

  • Atividades Operacionais — o caixa do dia a dia: vendas recebidas, fornecedores, salários, contas. É o coração do negócio.
  • Atividades de Investimento — compra de máquinas, equipamentos, reforma — coisas para crescer.
  • Atividades de Financiamento — empréstimos que entraram, parcelas pagas ao banco, retirada de lucro dos sócios.

No rodapé ela mostra a Variação do Caixa no Período: quanto seu caixa cresceu (verde) ou encolheu (vermelho) somando as três caixinhas. DFC no Glossário.

Fluxo de Caixa — quanto tenho e quanto vou ter

A tela de Fluxo de Caixa é a linha do tempo do seu dinheiro: Saldo Inicial (com quanto você começou) + EntradasSaídas = Saldo Final, mês a mês. Além do realizado, ela faz uma projeção usando suas contas a pagar e a receber já lançadas — então você consegue antecipar um mês apertado antes dele chegar.

  • Filtre por Ano, Trimestre, Mês, Natureza ou Centro de Custo.
  • Exporte em PDF ou Excel pelos botões no topo, ou imprima.
⚠️ Atenção — "não classificado": Esses três relatórios são montados a partir da Natureza de cada lançamento (a "categoria" que diz se algo é receita, custo variável, despesa fixa, investimento, etc. — veja a Seção 4). Se um lançamento ficou sem natureza, ele aparece como "não classificado" e fica de fora da conta certa — o lucro pode parecer maior ou menor do que é. Quando isso acontece, a tela mostra um aviso amarelo com o link "Classificar agora". Clique nele e dê a categoria certa: a cascata se ajusta na hora.
🔗 Por baixo dos panos: É a mesma fonte de dados (seus lançamentos de Contas a Pagar e Receber, já com baixa) que alimenta as três telas — só muda o jeito de agrupar. Por isso a conciliação em dia (Seção 19) e as naturezas bem classificadas (Seção 4) são o que garantem que esses números são confiáveis.
26Relatórios contábeis (Livro Caixa, Diário, Razão, Balancete, DVA)

Aqui ficam os relatórios "oficiais", aqueles em formato de contabilidade. A boa notícia: o sistema monta todos sozinho a partir do que você já lança no dia a dia. Eles servem principalmente para entregar ao seu contador — e dá para exportar com um clique.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Relatórios → e escolha Livro Caixa, Livro Diário, Livro Razão, Balancete de Verificação ou DVA. Em todas você seleciona o mês/ano e pode imprimir ou exportar.

Cada um responde a uma pergunta diferente, em linguagem simples:

RelatórioPara que serve, em uma frase
Livro CaixaEntradas e saídas em ordem de data, com o saldo acumulado dia a dia. É o "vai e vem" do dinheiro.
Livro DiárioTodos os lançamentos listados por data, no formato contábil clássico (com Débito e Crédito).
Livro RazãoOs mesmos movimentos, mas agrupados por conta/natureza — para ver tudo que entrou e saiu de "Aluguel", por exemplo.
Balancete de VerificaçãoOs saldos de todas as contas num resumo só. O contador usa para conferir e fechar o mês.
DVAMostra como a riqueza que a empresa gerou foi distribuída — quanto foi para funcionários, impostos, bancos e sócios. DVA no Glossário.
💡 Dica: Em qualquer uma dessas telas há os botões de imprimir (e, em algumas, PDF/Excel). Na época do imposto, em vez de digitar nada, é só gerar o relatório do período e mandar para o contador — ele reconhece esse formato na hora.
📌 Calma, não precisa entender de contabilidade: Se você não é contador, não precisa mexer aqui no dia a dia. Continue lançando suas vendas e despesas normalmente — o ERP preenche o Livro Caixa, o Diário, o Razão e o Balancete automaticamente. Essas telas existem para o momento de prestar contas, não para o uso diário.
🔗 Por baixo dos panos: Esses livros são gerados a partir dos mesmos lançamentos de Contas a Pagar/Receber e da Natureza de cada um — o sistema só os reorganiza no padrão contábil (Débito/Crédito) que o contador espera. Por isso, quanto mais certinho você classifica no dia a dia (Seção 4), mais corretos eles saem, sem retrabalho.
27Diagnóstico Financeiro (a saúde do negócio)

O Diagnóstico Financeiro é como um check-up médico da sua empresa: em uma tela só, ele mostra se você está lucrando, se tem fôlego de caixa, quanto tempo leva para receber e para pagar, e se há risco de ficar no vermelho. Fique tranquilo — cada número vem com um botão "Clique para entender" que explica tudo em português simples.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Diagnóstico (Diagnóstico Financeiro Completo). No topo, escolha o mês e o ano e clique em Atualizar.

O que cada parte da tela conta

  • Está lucrando? Os cartões de Lucro Real (Margem Líquida), Lucro Antes das Contas Fixas (Margem Bruta) e Lucro Operacional dizem, em %, quanto sobra de cada R$ 1,00 vendido. Verde é bom sinal.
  • Fôlego de caixa (runway) — quantos meses o seu dinheiro aguenta no ritmo atual de gastos, caso nada novo entrasse. Runway no Glossário.
  • Tempo para receber (DSO) — quantos dias, em média, o cliente leva para te pagar depois da venda. Quanto menor, melhor para o seu caixa. DSO no Glossário.
  • Tempo para pagar (DPO) — quantos dias, em média, você leva para pagar seus fornecedores. Um pouco mais de prazo aqui ajuda o caixa. DPO no Glossário.
  • Risco de ficar no vermelho — os cartões de Inadimplência (clientes que não pagaram) e de risco mostram, com cor e mensagem, se algo precisa de atenção.
  • Liquidez e Solvência — "consigo pagar minhas contas?". A Capacidade de Pagar Contas (Liquidez) olha o curto prazo; a Capacidade Geral de Pagamento (Solvência) olha todas as dívidas. Ver no Glossário.
  • Ponto de Equilíbrio — quanto você precisa faturar no mês para não ter prejuízo. Uma barrinha mostra o quanto da meta você já atingiu.
  • Retorno do Investimento (ROI) e Tempo de Retorno (Payback) — o quanto o negócio rende e em quantos meses ele se paga.
💡 Dica: Não decore fórmulas. Em todo indicador há o botãozinho de interrogação "Clique para entender" — ele abre uma janela com o nome em português simples, o que é, por que importa, como ler e até um exemplo prático. Comece clicando nos que estiverem em vermelho ou laranja.
📌 Tom tranquilizador: É normal alguns indicadores piscarem amarelo de vez em quando — isso não significa que o negócio vai mal, só que vale dar uma olhada. Use o Diagnóstico como um painel de avisos: o verde te dá segurança, o amarelo pede atenção e o vermelho pede ação. Olhar essa tela uma vez por mês já coloca você na frente da maioria dos donos.
🔗 Por baixo dos panos: O Diagnóstico não inventa nada — ele lê os seus próprios dados (vendas, contas a pagar e receber, caixa, estoque) e calcula cada indicador na hora para o período escolhido. Por isso ele é tão bom quanto a sua organização: com lançamentos em dia e naturezas bem classificadas (Seção 4), o retrato sai fiel à realidade.

Parte 7 · Recursos extras e Glossário

28Lixeira e Assistente de IA

Apagou um lançamento sem querer? Calma: nada some na hora. A Lixeira guarda o que você excluiu para você trazer de volta. E o Assistente de IA é como ter alguém que entende dos seus números — você pergunta em português normal e ele responde.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Configurações → Lixeira.

Restaurar um lançamento excluído por engano

  1. Abra Menu → Financeiro → Configurações → Lixeira.
  2. No seletor do topo, escolha o tipo de item que você apagou (por exemplo, uma conta a pagar, uma conta a receber, uma natureza financeira).
  3. A lista mostra os itens excluídos, com o número/descrição e a data em que foram apagados (campo "Excluído em").
  4. Achou o que procurava? Clique no botão "Restaurar" ao lado dele.
  5. Pronto: o item volta para o lugar de origem, como se nunca tivesse sido apagado.
💡 Dica: Se a Lixeira aparecer com a mensagem "Lixeira vazia", é porque não há nada apagado naquele tipo de item nos últimos dias — sinal de que está tudo no lugar. Acabou de excluir algo e ele ainda não apareceu? Use o botão "Atualizar".
📌 O que é isso? No ERP, excluir é reversível: quando você apaga um lançamento, ele não é destruído de imediato — fica guardado na Lixeira e pode ser restaurado por um prazo (cerca de 30 dias). Depois desse prazo, o sistema pode fazer a limpeza definitiva. Por isso, se acabou de apagar algo errado, restaure logo.

Perguntar ao Assistente de IA do Financeiro

No painel do Financeiro existe o botão / painel lateral "Fale com seu Financeiro". Por ali você conversa com um assistente que entende dos seus números.

  1. No painel do Financeiro, clique em "Fale com seu Financeiro" (abre uma janela lateral de conversa).
  2. Escreva sua dúvida em linguagem normal, como você falaria com um contador — por exemplo: "quanto eu gastei este mês?", "qual foi minha maior despesa?", "como está meu lucro?".
  3. O assistente responde com base nos seus próprios números daquele período (o que está lançado no seu Financeiro), não com palpites genéricos.
  4. Ele também ajuda na hora de cadastrar uma conta: sugere a categoria/natureza mais provável daquele lançamento, para você não ter que adivinhar.
💡 Dica: O assistente é um apoio para entender e organizar — quanto mais completos e corretos forem seus lançamentos, melhores e mais confiáveis serão as respostas dele.
📌 O que é isso? O Assistente de IA pode não estar liberado em todas as contas. Se você não encontrar o botão "Fale com seu Financeiro", é porque o recurso ainda não foi ativado para a sua empresa — fale com o suporte para liberar.
📌 E o tal "Orçamento"? Existe também um recurso opcional de Orçamento — uma meta de gasto ou de receita por mês que o sistema acompanha para você (avisando se está perto de estourar, por exemplo). Ele é ativado a pedido: se essa parte não aparecer nas suas telas, é simplesmente porque ainda não foi habilitada para a sua conta.
RecursoPara que serveOnde fica
LixeiraRestaurar lançamentos excluídos por engano (exclusão reversível, ~30 dias)Financeiro → Configurações → Lixeira
Assistente de IAPerguntar coisas do seu Financeiro em linguagem normal e receber sugestão de categoria/naturezaPainel do Financeiro → "Fale com seu Financeiro" (pode não estar liberado)
Orçamento (opcional)Definir e acompanhar meta de gasto/receita por mêsAtivado a pedido — só aparece se foi habilitado
29Glossário do Financeiro

Aqui estão, em palavras simples, os termos que mais aparecem no Financeiro. Sempre que bater uma dúvida com alguma palavra, volte aqui. Estão agrupados por tema para você achar mais rápido.

📍 Como chegar: Menu → Financeiro → Tutorial → seção "Glossário do Financeiro" (esta página).

Movimentações do dia a dia

TermoO que significa
LançamentoCada registro de dinheiro que entra ou sai (uma conta a pagar, uma conta a receber, uma venda).
ParcelaCada pedaço de um valor dividido para pagar ou receber em datas diferentes (1ª, 2ª, 3ª...).
BaixaMarcar que a conta foi paga ou recebida — "dar baixa" é registrar que o dinheiro entrou ou saiu.
Baixa parcialReceber ou pagar só uma parte do valor; o restante continua em aberto.
EstornoDesfazer um lançamento ou uma baixa feita por engano, voltando ao estado anterior.
SaldoQuanto sobra de dinheiro: o que entrou menos o que saiu.
À vistaPagamento feito de uma vez só, na hora.
A prazoPagamento para depois, em uma data futura ou parcelado.
Documento de origemO papel ou nota que deu origem ao lançamento (uma nota fiscal, um boleto, um contrato).
RecorrênciaConta que se repete sozinha todo período (mensal, semanal), como aluguel ou assinatura.

Como o dinheiro é organizado

TermoO que significa
Natureza financeiraO "tipo" do lançamento (ex.: aluguel, salários, vendas) — serve para saber em que você gasta e de onde recebe.
Centro de custoO setor ou área a que o gasto pertence (ex.: oficina, vendas, administração), para ver onde o dinheiro é usado.
AlçadaO limite de valor que cada pessoa pode aprovar; acima dele, precisa de alguém com mais autoridade.

Caixa e conferência

TermoO que significa
SangriaRetirar dinheiro do caixa durante o expediente (ex.: para o cofre ou depósito), reduzindo o que fica na gaveta.
SuprimentoColocar dinheiro no caixa (ex.: troco no início do dia) — é o contrário da sangria.
CofreLugar seguro onde o dinheiro retirado do caixa fica guardado.
ConciliaçãoConferir se o que está no sistema bate com o extrato do banco/maquininha, lançamento por lançamento.
Conciliação automática (match)O sistema casa sozinho cada lançamento com o item correspondente do extrato, poupando conferência manual.

Recebimentos e cobrança

TermoO que significa
BoletoDocumento de cobrança com código de barras que o cliente paga no banco, app ou lotérica.
Recibo PIXComprovante de um pagamento feito por PIX (transferência instantânea).
AgingRelatório que mostra há quanto tempo cada conta está atrasada (ex.: 30, 60, 90 dias), do mais novo ao mais velho.
InadimplênciaContas que o cliente deveria ter pago e não pagou (calotes/atrasos).
RenegociaçãoCombinar novas condições de pagamento de uma dívida (novo prazo, novas parcelas).
NegativaçãoRegistrar o nome do devedor em órgãos de proteção ao crédito (ex.: SPC/Serasa) por dívida não paga.

Cheques

TermoO que significa
Compensação (cheque)Quando o cheque depositado é efetivamente pago pelo banco e o dinheiro entra na conta.
Repassar / Repassado (cheque)Usar um cheque que você recebeu para pagar outra pessoa, em vez de depositá-lo.
Devolução de chequeQuando o banco não paga o cheque (ex.: sem fundos) e ele volta sem o dinheiro.

Cartão e maquininha

TermoO que significa
Taxa de maquininhaO percentual que a maquininha desconta de cada venda no cartão.
Líquido (no cartão)O valor que de fato cai na sua conta depois de descontada a taxa da maquininha.
Antecipação (de recebíveis)Receber antes o dinheiro de vendas a prazo (no cartão), pagando uma taxa por isso.

Relatórios e contabilidade

TermoO que significa
DREDemonstração do Resultado do Exercício — relatório que mostra se você teve lucro ou prejuízo no período.
DFCDemonstração do Fluxo de Caixa — mostra de onde o dinheiro entrou e para onde saiu.
DVADemonstração do Valor Adicionado — mostra quanta riqueza o negócio gerou e como ela foi repartida (salários, impostos, sócios).
Livro CaixaRegistro de todas as entradas e saídas de dinheiro, em ordem, como um caderninho de caixa.
CMVCusto da Mercadoria Vendida — quanto custou para você o que foi vendido (sem contar a margem de lucro).
NCMCódigo que classifica cada produto (usado em notas fiscais e impostos).
Competência (regime de)Considerar a receita/despesa na data em que ela aconteceu, mesmo que o pagamento seja em outro dia.

Indicadores de saúde do negócio

TermoO que significa
Margem de ContribuiçãoO que sobra de cada venda depois dos custos diretos, para pagar as contas fixas e gerar lucro.
Lucro OperacionalO lucro só da atividade do negócio, antes de juros e impostos.
Resultado LíquidoO que realmente sobrou no fim, depois de todas as despesas, juros e impostos (lucro ou prejuízo final).
Ponto de EquilíbrioO quanto você precisa vender para não ter lucro nem prejuízo (empatar as contas).
EBITDAO quanto o negócio gera de caixa na sua operação, antes de juros, impostos e desgaste de equipamentos.
DSOEm média, quantos dias você demora para receber dos clientes — quanto menor, mais rápido o dinheiro entra.
DPOEm média, quantos dias você demora para pagar seus fornecedores.
Runway (fôlego de caixa)Por quanto tempo o dinheiro em caixa aguenta as despesas se nada novo entrar.
SolvênciaA capacidade do negócio de pagar tudo o que deve — se está saudável ou apertado financeiramente.